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Cockpit Automóvel - Conteúdos Auto


Sexta-feira, 23.12.11

Em caso de um acidente grave, o acesso rápido a informação do veículo pode evitar uma tragédia maior

O tempo é de ouro quando se trata de resgatar um ferido grave encarcerado dentro de um automóvel. Num sinistro rodoviário grave, escassos minutos podem fazer a diferença entre a vida e a morte dos intervenientes. De modo a facilitar a acção das equipas de socorro - e dessa forma ajudar a minorar os danos da ocorrência -, o ACP, Automóvel Clube de Portugal, está a desenvolver e a oferecer fichas de seguranças que devem ser afixadas junto à pala de sol do lado do condutor. Os documentos podem ser "descarregados" na página oficial do clube automobilístico (ver AQUI) e colocados na pala de sol do lado do condutor. A ficha de segurança contém dados específicos sobre cada modelo, nomeadamente os pontos mais fáceis e mais seguros para proceder ao corte da chapa.


Uma das dificuldades com que as equipas de socorro se deparam no desencarceramento de um veículo após um acidente de viação é a dificuldade em saber onde “cortar” a viatura.
Até há alguns anos, 10 minutos era o tempo médio necessário para “abrir” um automóvel e retirar um ocupante ferido. Nos automóveis de última geração essa tarefa complicou-se, sendo necessário muito mais informação para o poder fazer de forma segura: a localização dos componentes de alta tensão, as cargas dos airbags, o tipo de combustível e quais os melhores pontos de corte da carroçaria, por exemplo.
De modo a facilitar a acção das equipas de socorro - e dessa forma ajudar a minorar os danos da ocorrência -, o ACP, Automóvel Clube de Portugal, está a desenvolver e a oferecer fichas de seguranças que devem ser afixadas junto ou na pala de sol do lado do condutor. Cada documento contém dados específicos sobre a viatura e pode ser “descarregado” a partir da página oficial do ACP na internet. (ver AQUI)
Além das informações anteriormente mencionadas, é mencionada a posição do tanque de combustível, o número e a localização dos airbags, dos cintos de segurança e das botijas de gás que auxiliam a acção destes dois equipamentos, bem como uma configuração básica da estrutura de reforço da carroçaria.
De modo a alertar para a existência dessa ficha, o ACP disponibiliza um autocolante que deve ser afixado no vidro da frente do veículo. Esse autocolante pode ser também "descarregado" via internet ou levantado em qualquer uma das suas delegações.
“Cockpit automovel” recomenda ainda que se acrescentem outras informações: o tipo de sangue dos utilizadores habituais do veículo, acompanhado de uma pequena foto, sexo e data de nascimento. É também importante acrescentar informações vitais de saúde, como reacções alérgicas, doenças graves e a utilização de próteses, como aparelhos “pacemakers”, por exemplo. Por fim, o nome e o contacto telefónico da(s) pessoa(s) que necessitarão ser alertadas em caso de sinistro.

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Domingo, 21.02.10

A propósito do caso Toyota

Notícias recentes têm dado conta de vários problemas naquele que é um dos maiores construtores mundiais de automóveis.

Apesar da reputação de qualidade e fiabilidade, vários modelos da Toyota estão a ser chamados aos representantes nacionais para correcção de diversos problemas mecânicos ou relacionados com a segurança.
Como é isto possível e logo neste construtor japonês, interrogam-se os analistas e a maioria dos consumidores?

Pressões externas

Os problemas que afectam a Toyota, alvo até de uma forte reprimenda do governo japonês, têm tido origem, na maioria das vezes, em peças provenientes de fornecedores externos.
Expliquemos melhor.
Desde os primórdios da indústria automóvel, que nenhum construtor fabrica a totalidade de um veículo. Casos evidentes são os pneus, vidros ou borrachas, por exemplo, mas, na realidade, coisas simples como pequenos comandos, ou até complexas como um sistema electrónico de injecção, são geralmente produzidos por outras empresas.
Obviamente que são submetidos a testes e o desenvolvimento de um novo modelo pode levar vários meses, ainda que menos do que há alguns anos, devido à possibilidade de simular muitas situações electronicamente, graças a programas de computador.
Contudo, quase sempre devido a pressões económicas – o risco de perder mercado, para responder rapidamente às novidades da concorrência e até, ponha-se o dedo na ferida, porque o consumidor final exige um preço melhor e há que cortar nos custos –, estes testes são muitas vezes abreviados ou não contemplam cenários que abranjam a totalidade dos mercados onde o carro irá ser comercializado.
Picos de temperatura e amplitudes térmicas elevadas, quantidade de poeiras em suspensão, estradas mais degradadas e o tipo de condução, que difere de povo para povo, são alguns exemplos. Em casos mais extremos, até a probabilidade de animais atravessarem a estrada sem aviso prévio...
Ora na Toyota, uma das situações que está a chamada de carros à oficina, ocorre com os pedais, tanto do acelerador como do travão. Modelos há que, por terem sido construídos em fábricas diferentes, com outros fornecedores, não são afectados.

Imagem da marca

Significa isso que o construtor japonês não tem culpa? Claro que tem! E muita.
Deveria ter acautelado a situação e submetido os seus carros a todos os testes (possíveis e imaginários, quem não se lembra da história do Alce da Mercedes?). Porque serão, ao cabo e ao resto, o seu nome e a sua marca, como responsáveis, os principais prejudicados.
São, como diz o povo, "quem dá a cara".
Para além dos milhões de dólares que será obrigada a desembolsar em indemnizações, os anos que os casos se arrastarão pelos tribunais (sobretudo num dos seus melhores mercados, os EUA), afectará gravemente a imagem, até agora reputada, da marca.
"Marca", mais do que um nome, é principalmente um conceito associado a determinado produto. Responsável por uma emoção. Demora vários anos a construir e tem custos elevados (de marketing) de consolidação e manutenção. A designação comercial de um fabricante, que pode ou não ser o mesmo da marca, é, ainda assim, algo mais mutável.
Abalada a confiança dos consumidores o risco agrava-se. Como bola de neve, pode desencadear uma espécie de "caça" a novos defeitos de fabrico e/ou funcionamento, fazendo surgir novos motivos para pedidos de indemnização.
O exemplo americano é paradigmático: ali, alguns proprietários estão a requerer indemnizações pecuniárias devido à mais que previsível desvalorização dos seus carros.
Problemas sucessivos podem levar à falência de uma marca, originando a ruína do seu construtor. Algo que já aconteceu no passado.
Felizmente que a história nem sempre se repete.

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