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Cockpit Automóvel - Conteúdos Auto


Quinta-feira, 27.12.12

Desenvolvimentos da Aliança PSA Peugeot Citroën e General Motors: veículos em comum, novos motores e unidades industriais em mercados emergentes

 

Na sequência do acordo cujos pormenores podem ser vistos neste texto, os dois construtores confirmaram que a sua Aliança Estratégica Global irá inicialmente abranger três projectos comuns de desenvolvimento de plataformas de veículos e a criação de uma organização conjunta de compras. Revelaram ainda a intenção de desenvolverem em conjunto uma próxima geração de pequenos motores a gasolina, económicos e de alta performance, bem como novos projectos de veículos e de iniciativas industriais na América Latina e noutros mercados emergentes. (PROSSEGUIR PARA A NOTÍCIA COMPLETA SOBRE O ACORDO ENTRE O GRUPO PSA E A GENERAL MOTORS)

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Terça-feira, 18.12.12

Futuros automóveis Lada serão Renault ou Nissan


A Aliança Renault-Nissan e a Russian Technologies estabeleceram uma parceria estratégica com o objectivo de modernizar a construtora de automóveis russa AvtoVAZ, detentora da marca Lada. Esta “joint venture” irá acelerar o lançamento de novos produtos com uma mais rápida transferência de tecnologia para a AvtoVAZ, que é o maior fabricante de automóveis da Rússia. O contrato agora firmado prevê que, em 2014, a Aliança possa ser sócia maioritária da sociedade. Em contra-ciclo com o que se passa no resto da Europa, o mercado russo está em forte crescimento e à beira de se tornar o maior do continente europeu. No passado, a Lada chegou a vender automóveis para a Europa Central, o mais popular dos quais o pequeno jipe Lada NivaO negócio acontece oito meses depois de o presidente da Rússia, Vladimir Putin, inaugurar um complexo de montagem com capacidade para fabricar 350 mil veículos por ano em Togliatti, na região russa de Samara. Este complexo irá tornar-se o centro de um dos maiores programas de partilha de plataformas da Aliança Renault-Nissan, já iniciado com o LADA Largus na Primavera de 2012. (PROSSEGUIR PARA A NOTÍCIA COMPLETA SOBRE O ACORDO ENTRE A ALIANÇA RENAULT-NISSAN PARA A COMPRA DA LADA)

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Segunda-feira, 08.10.12

Aliança Renault/Nissan e Daimler (Mercedes) anunciam novos projectos

Os grandes construtores de automóveis unem esforços e sinergias para reduzir custos e tornarem-se mais competitivos. É que a crise no sector alastra-se e cada vez são vendidos menos veículos, ao mesmo tempo que aumentam as exigências do consumidor europeu em matéria de preço. Tudo isto vem a propósito do anúncio de um “encontro de interesses” entre a Aliança Renault-Nissan e grupo Daimler (Mercedes) para a partilha e desenvolvimento de motores e transmissões mais eficientes. Alguns resultados dessa parceria já se conhecem: o futuro comercial ligeiro da Mercedes, o Citan, é baseado no Renault Kangoo, enquanto a versão mais económica do novo Classe A dispõe da conhecida motorização 1.5 dCi do construtor francês.

Existem naturalmente mais projectos no âmbito desta “coligação” franco-japonês-alemão.
Outro modelo comum é o futuro Renault Twingo/Smart Forfour ou mesmo um novo Renault/Smart Fortwo.
Em desenvolvimento está ainda um novo motor a gasolina de 4 cilindros, com injecção directa e turbo, compacto e tecnologicamente bastante evoluído, com consumos e emissões bastante reduzidos. Mas na forja existem mais mecânicas destinadas a futuros modelos dos grupos Daimler, Renault e Nissan, já a partir de 2016.
A Aliança irá beneficiar do elevado conhecimento que os alemães da Daimler detêm no âmbito das transmissões automáticas. Estas serão sobretudo utilizadas em modelos da Nissan destinados aos mercados americanos, nomeadamente na marca “premium” do construtor japonês, a Infiniti. Assim, em 2016, uma unidade produtiva localizada no México irá fabricar, sob licença, caixas de velocidade, sistemas start/stop, transmissões e diversa outra tecnologia electrónica como sistemas “fly by wire”.
Mas a colaboração estende-se ainda a outras áreas, como a pesquisa e desenvolvimento de motorizações eléctricas ou alimentadas por células de combustível que equiparão futuros pequenos veículos com emissões zero.

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Quarta-feira, 02.05.12

1.000 Nissan Leaf vendidos na Noruega em apenas 6 meses

Um milhar de Nissan LEAF, o veículo 100 por cento eléctrico da marca japonesa, foram vendidos na Noruega em apenas seis meses. Ao contrário do retrocesso do caso português, onde os incentivos à compra de viaturas eléctricas deixou de existir, a aposta na rede de mobilidade eléctrica estagnou e, com isso, se joga no lixo os milhões de euros já investidos no plano MOBI-E, naquele país do norte da Europa respeita-se o impacto futuro que este género de veículos pode ter sobre o ambiente e, consequentemente, sobre a qualidade de vida dos seus habitantes.

Apesar da dimensão do mercado norueguês, dois por cento do total do mercado automóvel e o nono automóvel de passageiros mais vendido no mês de Fevereiro, são valores interessantes para um veículo com características tão específicas. A primeira das quais ter uma autonomia mais limitada do que os concorrentes térmicos.
A razão de tamanho sucesso só pode dever-se ao facto da Noruega ser o país europeu que mais estímulos oferece à aquisição de automóveis eléctricos: sem IVA, sem imposto automóvel, estacionamento gratuito, isenção de algumas portagens e possibilidade de utilizar as vias destinadas a transporte público em Oslo. Além disso, a infra-estrutura de carregamento em Oslo atinge neste momento perto de 3.500 pontos de carregamento públicos, muitos dos quais de utilização gratuita.
Este pacote de incentivos, sem paralelo na Europa e uma infra-estrutura de carregamento acessível, fizeram do Leaf o segundo modelo da marca mais vendido naquele mercado.
Recorde-se que este é o primeiro veículo eléctrico produzido em série e do qual já vendidas 25.000 unidades em todo o mundo, desde a sua introdução em Dezembro de 2010. Isso faz com que seja o veículo eléctrico mais vendido de sempre. (ver AQUI o resultado do ensaio).
Com um motor CA de 80 kW de potência e 280 Nm de binário, suficiente para uma velocidade máxima de 145 km/h, é alimentado por uma bateria laminada de iões de lítio, desenvolvida pela Nissan, cuja produção esteve para acontecer em Portugal. O carregamento de um estado vazio até 100% demora de seis a oito horas com um carregador normal e apenas 30 minutos de um estado vazio até 80% utilizando um carregador rápido.
Premiado com cinco estrelas nos exigentes testes Euro NCAP, o LEAF possui um nível de equipamento de topo com ar condicionado, navegação por satélite, câmara de estacionamento traseiro e sistema de telemática CARWINGS, entre outros. A produção europeia do Nissan LEAF arrancará em Sunderland, em inícios de 2013.

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Segunda-feira, 30.04.12

APRESENTAÇÃO: Renault Fluence Z.E.

O construtor francês antecipa o futuro e começa a apresentar versões 100% eléctricas de modelos já presentes na gama. No campo dos comerciais é o Kangoo, entre os familiares coube ao Fluence receber um motor eléctrico com uma potência máxima de 70 kW (equivalente a 95 cv) atingida às 3000 rpm e 226 Nm de binário. Sendo a primeira berlina de 3 volumes totalmente eléctrica - proposta ao preço de um equivalente térmico – o Fluence Z.E. mantém um habitáculo amplo e confortável e um conjunto importante de equipamento de segurança. A velocidade máxima está limitada próximo dos 150 km/h e a autonomia de uma carga completa das baterias, feita a partir de uma vulgar tomada doméstica de energia, pode ultrapassar os 120 km. Tudo depende da pressa e da impulsividade de quem o conduz.

A Renault posiciona-se na dianteira dos fabricantes de veículos de passageiros totalmente eléctricos, com uma gama que vai do pequeno e curioso Twizy, passa pelo utilitário ZOE e completa-se com este Fluence Z.E.. Entre os “comerciais “ a representação faz-se com o Kangoo Z.E..
Revelado em Setembro de 2009, ainda como concept car, o Fluence Z.E. é dedicado a clientes particulares ou frotas à procura de um veículo estatutário que seja, ao mesmo tempo, económico e respeitador do meio ambiente.
Um protocolo entre a CML, a Autocoope e Renault fizeram do Fluence Z.E. o primeiro táxi integralmente eléctrico a circular nas ruas de Lisboa. Para além do factor ambiental, os reduzidos custos de utilização foram decisivos para que a maior cooperativa de táxis de Lisboa quisesse testar, em utilização real, o automóvel 100% eléctrico da Renault, como táxi.

Conservar a elegância

Apesar de bastante semelhante às versões dotadas de motor a gasolina ou a gasóleo (ver AQUI o ensaio à versão 1.5 dCi), o Renault Fluence Z.E. distingue-se por um conjunto de elementos característicos dos veículos eléctricos da gama Renault: aros dos faróis de nevoeiro, logótipos, uma grelha específica, faróis traseiros totalmente redesenhados – integram uma zona composta por losangos azulados – e uma calandra específica, mais ampla.
Com um comprimento de 4,75 m, a versão eléctrica do Fluence é 13 cm mais comprida que a versão térmica, de modo a permitir a colocação da bateria atrás dos bancos traseiros. Por isso, a lateral da carroçaria foi redesenhada para conservar o equilíbrio geral da versão original. A secção traseira é completamente nova.
O Fluence Z.E. diferencia-se ainda pelos espelhos retrovisores pintados em preto brilhante, pelos bocais de carregamento nas laterais frontais e pela parte inferior da traseira dotada de um difusor para melhorar a aerodinâmica. No mesmo espírito, as jantes com design específico para o Renault Fluence Z.E. foram desenhadas para diminuir as turbulências aerodinâmicas.

Habitáculo “conservador”

O habitáculo do Renault Fluence Z.E. retoma o conjunto de elementos apresentados na versão térmica. O computador de bordo integra, agora, as informações "eléctricas": consumo instantâneo e médio, autonomia, carga e descarga da bateria. O "eco-pilot" indica o nível da carga da bateria, tal como acontece num veículo convencional. Na consola central estão os pontos de referência para as posições da alavanca de comando do redutor (frente, marcha-atrás, neutro e estacionado).
Com a mesma largura que a versão térmica, o espaço interior conserva uma distância para os cotovelos (1480mm à frente e 1475mm atrás) e uma habitabilidade traseira referência na categoria.
Graças ao prolongamento da porta traseira, a bagageira tem um volume de 317 dm3. O acesso à bagageira é facilitado por um perfil de carga rebaixado (698 mm) e por uma abertura ampla (1020 mm).
O Fluence Z.E. oferece mais de 23 litros de espaço de carga repartidos pelo habitáculo: um porta-luvas de 9 litros na versão Dynamique, uma consola central com 2,2 litros ou ainda arrumos nas portas dianteiras, com uma capacidade de 2,6 litros cada.

Equipamento e serviços

Dispõe de uma importante panóplia de tecnologias, como a navegação integrada, conectada e adaptada ao veículo eléctrico, o kit mãos livres Bluetooth®, a climatização automática bi-zona, os faróis automáticos e o limpa pára-brisas automático. Comandos do rádio, telefone e regulador de velocidade estão acessíveis sem tirar as mãos do volante.
Tendo em conta a nova repartição de massas, as ajudas electrónicas à condução (ABS e ESP) foram objecto de actualização. Em termos de segurança passiva, a estrutura do Renault Fluence Z.E. foi adaptada para garantir o mesmo nível de segurança da versão térmica.
Mantém de série os 6 airbags com limitadores de esforço e pré-tensores dos cintos.

Autonomia

Os serviços conectados permitem melhorar a gestão da sua autonomia, ao preparar melhor o trajecto. Com o pack My Z.E. Connect, é possível ter acesso, a partir do telemóvel ou do computador, a informações relacionadas com a autonomia: estado da bateria (nível de carga, tempo restante para uma carga completa, autonomia, estado da carga), receber alertas que indicam que a bateria está descarregada e acesso ao histórico dos carregamentos.
Com uma autonomia anunciada de 185 km (ciclo misto NEDC), esse valor pode ficar reduzido a 80 km em condições extremas: condições climatéricas severas, condução desportiva, terreno montanhoso, etc., dependendo ainda da velocidade, da tipologia do percurso, da utilização do ar condicionado ou do aquecimento, da temperatura exterior e do tipo de condução (desportiva, normal ou eco-condução),
Ao contrário dos veículos térmicos, é na cidade, no trânsito denso, que o veículo eléctrico é mais económico. Isso deve-se ao facto de, em velocidade nula (semáforo, circulação densa, etc.), o veículo eléctrico não consumir praticamente energia. Ao mesmo tempo, graças ao sistema de recuperação da energia na travagem, as paragens frequentes compensam, em parte, o consumo de energia na utilização.

Preços



Como carregar?

Para uma carga ocasional, a Renault propõe um cabo que se liga directamente numa tomada doméstica de 220V. A carga completa efectua-se, desta forma, em 10 a 12 horas.
Para a residência ou para o local de trabalho, a sugestão é a montagem de uma “Wall-Box”, um equipamento para carga standard feita a partir de corrente de 220 Volts. Para além da conversão do sinal eléctrico, dispõe de uma tomada especial de alta tensão e deve ser instalada por um electricista profissional. As principais vantagens deste ponto de carregamento são a velocidade de carregamento, conformidade com as normas, ergonomia e a possibilidade de comunicar com a rede eléctrica para beneficiar das melhores tarifas eléctricas, por exemplo, durante a noite ou em vazio. Em 6 ou 8 horas, a bateria fica completamente carregada.

Motor

Com a potência máxima é de 70 kW (equivalente a 95 cv) atingida às 3000 rpm e o binário máximo é de 226 Nm, obtido de forma instantânea, isso é sinónimo de segurança e praZ.E.r a cada aceleração.
O Fluence Z.E. necessitou de um trabalho específico sobre a base rolante pelo facto de ser mais comprido e possuir uma nova repartição de massas. Na dianteira, o motor eléctrico é mais ligeiro que o mais ligeiro dos motores térmicos disponíveis no Fluence (160 quilos contra 200 quilos para uma motorização térmica Diesel de entrada de gama). O eixo dianteiro foi, por isso, equipado com uma suspensão de menor rigidez. Na traseira, pelo contrário, o surgimento da bateria, colocada ao nível do trem traseiro, entre os bancos traseiros e a bagageira, aporta uma massa suplementar de 280 quilos. O trem traseiro foi redimensionado para assegurar o máximo de segurança e praZ.E.r de condução ao Fluence Z.E..
Equipado com pneumáticos de baixo atrito desenvolvidos pela Goodyear.

Mobilidade acessível

Com um preço de venda ou aluguer comparável ao seu equivalente térmico a diesel (fora eventuais incentivos fiscais), o custo de energia de um Z.E. é entre 5 e 10 veZ.E.s menos elevado, em função do país, que num veículo térmico. Por exemplo, com o Fluence Z.E., um abastecimento para 185 km custa cerca de 2€, uma oferta em ruptura com o orçamento para combustível de um veículo térmico. No caso de um veículo eléctrico, há que acrescentar o aluguer da bateria. Para uma quilometragem anual de 10 mil quilómetros, por exemplo, o custo adicional é de 0,08 €/km.
A garantia do veículo é de 2 anos com quilometragem ilimitada, sendo a garantia da cadeia de tracção eléctrica de 5 anos ou 100.000 km. Para além da garantia do construtor, a Renault propõe ofertas de extensão de garantia e de contratos de manutenção especialmente adaptados ao veículo eléctrico, com durações e quilometragem à escolha.

Dicas para baixar consumos

Num interface especialmente desenvolvido para as necessidades do veículo eléctrico pode consultar-se, a qualquer momento, os parâmetros ligados à autonomia do veículo. Inclui um mostrador que indica o nível de carga da bateria, um computador de bordo que fornece a autonomia em km, o consumo médio e instantâneo em kWh, bem como os kWh restantes.
Um "eco-pilot" indica, com precisão, o modo de consumo de energia: forte consumo a vermelho, consumo normal a azul claro e recuperação de energia a azul escuro. A navegação inteligente Carminat TomTom® Z.E. LIVE, de série em todas as versões, localiza e indica a disponibilidade dos pontos de carregamento mais próximos, permitindo visualizar o raio de acção em função da autonomia restante do veículo.
Ainda mais do que num veículo térmico, pode preservar a autonomia do seu veículo eléctrico. Por exemplo, aplicando regras de eco-condução, é possível ganhar, em média, 18% de autonomia.
Mas, o Fluence Z.E. dispõe, também, de uma função Eco Mode. A activação deste interruptor limita as funções do sistema de climatização e permite ganhar até 10% de autonomia.
O Fluence Z.E. está equipado com um sistema de pré-climatização. Quando o veículo está conectado, pode programar, à distância, a temperatura que prefere no habitáculo e terá o conforto térmico ideal mal entra no habitáculo. Desta forma, a utilização da climatização não tem impacto na autonomia.

Quando a energia acaba

Ao contrário dos modelos térmicos, "ficar sem combustível" é algo coberto pelo contrato de aluguer da bateria.
Se atingir os limites da bateria, o veículo não se imobiliza brutalmente e continua em andamento, a velocidade reduzida, durante alguns quilómetros. Tal permite-lhe afastar-se do trânsito ou contactar a assistência para que o veículo possa ser rebocado até um ponto de carregamento.
Se for verificada alguma anomalia relacionada com a bateria, será efectuada, de imediato, num concessionário Renault, a troca da bateria ou, em alternativa, um veículo de substituição.

E se for precisa uma maior autonomia?

Para as longas distâncias, o proprietário de um veículo eléctrico terá acesso a tarifas privilegiadas para o aluguer de um veículo térmico.
A melhoria da autonomia das baterias e o desenvolvimento de uma rede de troca de baterias deverão permitir ao veículo eléctrico, dentro de alguns anos, percorrer maiores distâncias … Entretanto, consciente da actual autonomia limitada das motorizações eléctricas, a Renault inicia a garantia de mobilidade, qualquer que seja o destino.
Enquanto cliente da gama Z.E., terá acesso ao aluguer de veículos térmicos com condições especiais. Este serviço estará disponível nas agências Avis e Europcar, que garantem uma cobertura importante do território. Este serviço estará igualmente disponível através do My Renault, acessível a partir do site em Portugal da Renault.

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Terça-feira, 06.03.12

ANÁLISE: A aliança PSA/General Motors, outros exemplos e razões para acontecer

Em tempo de crise juntam-se esforços e concertam-se energias. O grupo francês PSA, detentor das marcas Peugeot e Citroën, e o gigante americano General Motors anunciaram a criação de uma Aliança estratégica mundial que assenta em dois pilares principais: partilha de plataformas de veículos, componentes e módulos e a criação de uma “joint-venture” de compras à escala mundial (para produtos e serviços), com um volume de compras combinado de 125 mil milhões de dólares. Trata-se de um movimento vulgar no sector automóvel que recrudesce em tempos de crise.

A General Motors, que esteve à beira da falência no rebentar da bolha económica nos EUA e foi salva da falência pela injecção de dinheiros públicos, e o prestigiado construtor francês continuarão, contudo, a comercializar veículos de modo independente e de acordo com a sua própria política comercial.
A GM (Opel, Chevrolet, Vauxhall, Buick e Cadillac, entre outras) foi, ao que tudo indica, o grupo construtor que mais vendeu em 2011, beneficiando dos problemas da Toyota derivados do terramoto que assolou o Japão e das graves cheias na Tailândia, em 2011.
O grupo francês é o segundo maior grupo construtor inteiramente europeu e a produção acumulada para as duas marcas permite que se mantenha regularmente entre os 10 maiores fabricantes mundiais de veículos.
No âmbito deste acordo, a General Motors entra em 7% do capital e torna-se no segundo maior accionista da PSA Peugeot Citroën, atrás do grupo da família Peugeot.

Objectivos imediatos e futuros

Trata-se de um acordo benéfico para ambas as partes. Para os franceses permitirá a entrada de recursos financeiros e o acesso ou o reforço da presença em mais mercados, nomeadamente os emergentes, além de uma importante economia de escala. Mas para os americanos, este acordo importa também pelo acesso ao desenvolvimento técnico que a mecânica francesa representa no segmento dos motores diesel e na tecnologia de controlo das emissões poluentes e das energias alternativas.
Por isso, a partilha de plataformas permitirá aos dois grupos desenvolver aplicações à escala mundial e implementar programas de novas concepções a custos significativamente mais reduzidos. Numa fase inicial, a PSA Peugeot Citroën e a General Motors desejam concentrar-se nos veículos particulares de passageiros, nomeadamente nos segmentos de pequeno e médio porte, nos monovolumes e nos «crossovers».
Posteriormente, os dois parceiros pretendem desenvolver, em conjunto, uma nova plataforma para veículos com baixas emissões de CO2. Os primeiros automóveis produzidos com esta plataforma conjunta começarão a ser comercializados em 2016. Nos termos do acordo, a PSA Peugeot Citroën e a General Motors deverão partilhar um certo número de plataformas, módulos e componentes numa base mundial.

Outros exemplos de união

Este tipo de “encontro de vontades” não representa nada de inédito e é muito semelhante aquele que, num tempo bem recente, foi firmado entre a também francesa Renault (curiosamente, em meados dos anos 80, a empresa também foi ajudada economicamente pelo governo francês) e a japonesa Nissan.
Nos tempos que correm, muito poucos são já os fabricantes automóveis que agem inteiramente sozinhos. Se é que ainda existem!
Por isso, ao longo da história do automóvel são vários os exemplos de união e partilha de esforços, quer na concepção de modelos como do seu fabrico. Ou até a aquisição de empresas, dando posteriormente lugar, ou não, ao desaparecimento das marcas. Trata-se de um movimento que geralmente ocorre em alturas de crise económica, como aquele que há cerca de uma década aconteceu na Coreia e que levou à formação do grupo Hyundai/Kia, actualmente o quarto maior em volume de produção.
A General Motors foi detentora da marca sueca Saab, comprada em 1990 e vendida a um grupo económico em 2010. Actualmente em processo de insolvência resta-lhe a esperança de poder ser adquirida por um grupo construtor chinês, a exemplo do que aconteceu com a também sueca Volvo. Aliás, empresas chinesas são detentoras de outras marcas europeias com grande historial, como é o caso da Rover.
O grupo Fiat (Fiat, Alfa Romeo, Lancia e Ferrari, entre outras) foi outra empresa que, depois de ultrapassar momentos de dificuldade, consolidou recentemente o seu crescimento económico com a aquisição da maioria das acções da construtora americana Chryler (Chrysler, Dodge, Jeep…). Curiosamente, em 1998, este centenário construtor americano (que na Europa comercializou as marcas Sunbeam, Singer, Hillman e Simca, por exemplo), deu lugar à então maior aliança da história automóvel, quando se uniu com a conceituada Daimler-Benz, fabricante dos prestigiados Mercedes. O desencadear da crise económica nos Estados Unidos precipitou o fim deste acordo em 2009.
Na Europa, contudo, o caso mais conhecido de concentração é o do gigante alemão VW. Em 2011 conquistou a segunda posição do raking dos fabricantes, possuindo, no seu cartel, um leque de marcas de respeito: VW, Audi, Seat, Skoda, Bentley, Scania, Lamborghini, Man, para referir apenas as designações ainda activas.

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