Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Cockpit Automóvel - Conteúdos Auto


Terça-feira, 01.06.10

ENSAIO: Citroen C3 Picasso 16 Hdi/110 cv


Eis uma forma de deixar de parecer simplesmente engraçado para assumir uma atitude bastante mais atrevida e provocante. Acrescentem-lhe uma cor atraente, uns apêndices vistosos e umas jantes de 17'' não menos atraente, e temos um carro que, mesmo com um comportamento longe de se considerar "desportivo", até exibe boa capacidade de recuperação.
A versão não só “ganhou motor” como rodado, leia-se, jantes, pneus (205/45!) e suspensão, para ajudar a contrariar a altura ao solo e o formato muito pouco aerodinâmico.

Interior e Motor


Já escrevi a propósito da versão com 90 cv (ver AQUI), que o Citroën C3 Picasso  parece um carro construído de dentro para fora. Mantenho a ideia; foi pensado para proporcionar, em primeiro lugar, espaço, funcionalidade e conforto e depois revestido de forma jovial e descontraída. Ora bem: se a habitabilidade já era um dos seus pontos fortes, os 110 cv dão-lhe novos motivos de interesse.
O conhecido e por demais multifacetado bloco 1.6 HDi desenvolve satisfatoriamente, voltando a pecar pela ausência de uma sexta velocidade. Uma maior desmultiplicação possibilitaria a energia inicial que falta ao conjunto, já que, em matéria de consumos, não parece que melhorasse significativamente.

Espaço e conforto


O interior é luminoso e alegre, generoso na oferta de pequenos espaços, como os dois compartimentos aos pés dos passageiros traseiros. Tal como a habitabilidade, incluindo os ocupantes traseiros que, por ficarem ligeiramente mais altos, beneficiam de boa visibilidade. Impressão menos positiva para a funcionalidade do espaço entre os bancos dianteiros, onde os objectos aí depositados ficam demasiado soltos. Igualmente não apreciei a compleição do apoio de braços, sobretudo porque o travão de mão está em posição relativamente baixa.
Positivo, porque favorece a condução, é a colocação próxima do volante e do manípulo da caixa. Uma bagageira com 385 litros não parece muito, mas realmente o C3 Picasso mede pouco mais de quatro metros e tem um belíssimo banco traseiro. O piso da mala oferece duas posições e a capacidade desta fica próximo dos 500 litros quando o assento avança sobre as calhas longitudinais.

PREÇO, desde 26 000 euros MOTOR, 1560 cc, 16 V, 109 cv às 4000 rpm., 260 Nm às 1750 rpm CONSUMOS, 6,5/4,2/5 l (cidade/estrada/misto) EMISSÕES POLUENTES 133 g/km de CO2

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quinta-feira, 25.03.10

Citroën C3 1.4 HDi

Visão periférica

Por mais voltas que se dê ao carro, o que mais lhe sobressai é o seu pára-brisas panorâmico. Bonito e melhorado, tem motores e preços ajustados à realidade. Esperava mais da habitabilidade, sobretudo no banco traseiro

Revelando maior exigência na escolha dos materiais e na qualidade dos acabamentos, o novo C3 apresenta-se com um carácter bastante mais desportivo e moderno, em que o prolongado pára-brisas Zenith é o principal responsável pelo seu estilo único e inconfundível.
Com 1,35 m desde o capot até à zona metálica do tejadilho, graças a este vidro, os passageiros dianteiros dispõem de um campo de visão ampliado. Para proteger o interior do sol, o vidro possui coloração na parte superior e uma persiana rígida, com duas palas solares, aumenta a área coberta do tejadilho. De resto, uma solução já utilizada no Citroën Picasso.
No interior, a nova geração traz um conjunto de novidades. Não só em termos de equipamento. Criterioso na escolha dos materiais, o C3 peca, ainda assim, por outros de qualidade inferior em zonas menos visíveis do tablier ou na fragilidade revelada pelas palas solares, que nem sequer dispõem de espelho de cortesia. E embora tanto a zona de comandos como dos instrumentos se tenham revelado funcionais, a posição baixa do equipamento de som e a fraca iluminação artificial do habitáculo, são aspectos melhoráveis.

Habitabilidade igual
A forma não inteiramente redonda do volante, de maneira a não interferir com as pernas, deve-o à posição de condução mais alta do que é habitual num modelo utilitário. Elevar os bancos foi um dos “truques” utilizados para ganhar espaço para os ocupantes sem sacrificar a mala (300 l, sensivelmente o mesmo), ainda que o novo C3 seja ligeiramente maior do que o anterior. Consoante as necessidades dos passageiros dianteiros, os ocupantes do banco traseiro podem ficar bastante condicionados, embora, devido à posição dos assentos, exista espaço para os pés debaixo dos dianteiros, não obrigando a dobrar demasiado os joelhos.Sensação de uma maior amplitude tem-na também o passageiro dianteiro, uma vez que o tablier recua nessa zona frontal.Atitude tranquilaNaturalmente que a posição mais elevada dos bancos resulta numa melhor visibilidade, tornando o C3 um carro prático de manobrar em cidade. Com a direcção bem assistida e uma suspensão macia que pneus de grande diâmetro permitem, o comportamento também demonstra bastante estabilidade em estrada e bom desempenho em curva.Apesar do “pacote” mais equilibrado do novo C3, para o mercado nacional, ser certamente aquele que dispõe do versátil e económico motor 1.4 HDi com 70 cv, este nem sempre consegue oferecer o necessário dinamismo quando a lotação está completa. Ainda assim, para uma condução tranquila e económica, tanto em cidade como em auto-estrada, o conjunto demonstra agilidade suficiente para os objectivos a que se destina. Melhores prestações oferece o 1.6 Hdi com 90 cv. Contudo, o um preço simpático deste — abaixo dos 20 mil euros quando complementado com ar condicionado manual e rádio/CD/MP3 — constitui claramente uma justificação de peso para a sua utilização.Uma versão anterior do C3 denominada “First”, equipada com o mesmo motor ou com o bloco a gasolina 1.1i de 60 cv, mantém-se em comercialização a partir dos 12 mil euros.

PREÇO, desde 23 634 euros MOTOR, 1398 cc, 70 cv às 4000 rpm, 8 V, 160 Nm às 2000 rpm, turbo, common-rail CONSUMOS, 5,3/3,8/4,3 l (cidade/estrada/misto) EMISSÕES CO2, 113 g/km

Autoria e outros dados (tags, etc)

Segunda-feira, 01.02.10

APRESENTAÇÃO: Novo Citroën C3

Bastante mais exigente no rigor de construção, mas também na escolha dos materiais, o novo Citroën C3 assume-se como um sério candidato à liderança entre os utilitários
Se a anterior geração (que continua em comercialização, numa versão simples que custa 12 mil euros) já se destacava por um estilo único e inconfundível, o novo C3 demarca-se de uma faceta mais familiar e assume um estilo bastante mais dinâmico e desportivo.

Linhas revolucionárias, a que a marca nos tem habituado nas suas últimas criações, estão presentes, sem sacrifício da habitabilidade e dos acessos. A mala mantém os cerca de 300 litros e o espaço traseiro é, seguramente, um dos mais favoráveis. À frente, o desafogo é ainda mais evidente, devido à forma "cavada" do tablier. Por todo o interior são evidentes os ganhos: existem inúmeros pequenos espaços (interior das portas, painel de bordo, entre os bancos e uma gaveta sobre o do passageiro), a colocação mais elevada dos bancos dianteiros e encostos mais finos, aumentaram o espaço para os pés e para os joelhos de quem se senta atrás.

Visão periférica

Na condução (e no carácter) deste C3, o que mais se evidencia é o generoso pára-brisas Zenith. Com 1,35 m, o campo de visão estende-se até sobre a cabeça dos passageiros dianteiros, fazendo deste modo recuar o tejadilho. Como protecção solar, o vidro dispõe de coloração, e uma persiana rígida, equipada com duas palas pára-sol, permitem maior resguardo.
A aposta incide sobre blocos 1.4, a gasolina com 75 (14150 €) ou 95 cv (16950 €), mas também o conhecido 1.4 HDi com 70 cv. Em matéria de condução esta última é certamente a solução mais equilibrada e agradável, com um preço de entrada igualmente simpático: 17650 euros.
A gama a gasolina engloba ainda o 1.1i com 60 cv (13450 €, pouco competitivo face ao 1.4) e um desportivo 1.6 VTi com 120 cv, que poderá igualmente dispor de caixa automática. A única versão com caixa manual de seis velocidades será o 1.6 HDi com 110 cv (22850 €). Durante o próximo ano, o sistema Stop & Start permitirá versões diesel com emissões de apenas 95 a 90 gr/km de CO2, enquanto que uma nova geração de motores a gasolina, de 3 cilindros, assegurá emissões inferiores a 100 g/km de CO2.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Segunda-feira, 24.08.09

Citroën C3 Picasso 1.6 HDi

Multiusos

Definitivamente uma das propostas mais engraçadas e funcionais do seu
género. Se a habitabilidade é uma das suas valências principais, já a
inesperada estabilidade em estrada constitui um trunfo deveras
importante

Muitos carros com este formato – não muito grandes nem pesados e com
carroçarias mais altas — costumam sofrer, em velocidade, de alguma
falta de estabilidade que se reflecte sobre a direcção, obrigando o
condutor a permanentes correcções na trajectória.
É um facto que não foram concebidos para grandes rasgos de condução e
até mesmo este C3 Picasso requer atenção em curvas mais acentuadas. Na
maioria das vezes nem é a segurança que está em causa; simplesmente,
por causa do centro de gravidade e da posição de condução mais
elevados, a sensação de adorno da carroçaria é acentuada.
Após alguns dias de o ter provocado, a sensação que me deixou é a de
que, nesse campo, oferece um comportamento melhor do que seria de
supor num carro com perfil aerodinâmico anunciado de quase 0,31 cx! E
se alguma vez sensibilidade ao vento mostrou, foi apenas a circular
numa das pontes que liga Lisboa ao Sul.

De dentro para fora

O Citroën C3 Picasso parece um carro construído ao contrário: de
dentro para fora. Se assim foi, o que se pretendia e se conseguiu
obter, foi mais espaço e funcionalidade. Geralmente, quando isso
acontece, nem sempre o resultado exterior é o mais interessante. Não é
o caso do C3 Picasso, que além de jovial e descontraído, dispõe de
muitos pormenores que lhe dão imensa graça e dificilmente o fazem
passar despercebido.

O interior é inovador, alegre e quem gosta de pequenos espaços
certamente não ficará desiludido. O habitáculo oferece bastantes –
entre os bancos não é o mais funcional e, dependendo dos objectos, os
que forem colocados sobre o tablier podem saltitar e incomodar em
andamento –, os forros das portas são amplos, de lado, nos bancos
dianteiros, existem mais e há tabuleiros retráteis a servir os lugares
traseiros. Até mesmo os 385 litros de capacidade total da mala são
bons (ampliáveis a 500 l já que o banco traseiro corre
longitudinalmente sobre calhas), existindo um fundo duplo sobre um
pneu fino de emergência.
Os lugares traseiros transportam sem dificuldade 3 passageiros.

Equilibrado

Referida a versatilidade e abordado o bom comportamento em curva,
resta dizer que embora disponha de uma suspensão mais firme, nem por
causa disso o conforto é grandemente prejudicado. Relativamente bem
insonorizado face ao ruído do motor e apenas deixando pressentir algum
do efeito do vento sobre a parte frontal – e apenas quando em
velocidade –, o C3 Picasso apresenta uma mais do que razoável
capacidade de amortecimento em mau piso. Nessas circunstâncias o que
mais me desagradou foi um ruído proveniente dos encaixes dos plásticos
que revestem e compõem a parte central do painel de bordo, onde se
agrupam um conjunto de informações digitais provenientes do
velocímetro, do computador de bordo e sistema áudio, entre outros.
Uma posição de condução elevada e um manípulo da caixa bem próximo do
volante, não só ajudam a tornar cómodo o acto de o dirigir, como
melhoram a própria visibilidade, sobre os comandos e para o exterior.
90 cavalos são suficientes para a agilidade e poder de manobra em
cidade, e até mesmo em estrada, onde em velocidade e sem carga, se
permite a andamentos e recuperações que surpreendem. Com mais peso e
em percursos mais íngremes poderá revelar maiores limitações, em todo
o caso, o que com esta versão seguramente se pretende, é acima de tudo
versatilidade de uso e economia: mais no preço de custo (cerca de 2500
euros a menos no correspondente nível de equipamento face ao mesmo
motor com 110 cv), do que nos consumos que não sofrem um acréscimo
significativo.

PREÇO, desde 20 335 euros MOTOR, 1560 cc, 16 V, 90 cv às 4000 rpm.,
215 Nm às 1750 rpm CONSUMOS, 6,1/4,1/4,8 l (cidade/estrada/misto)
EMISSÕES POLUENTES 128 g/km de CO2

Autoria e outros dados (tags, etc)


Pesquisar neste site

Pesquisar no Blog  

Quem somos...

"COCKPIT automóvel" é um meio de comunicação dirigido ao grande público, que tem como actividade principal a realização de ensaios a veículos de diferentes marcas e a divulgação de notícias sobre novos modelos ou versões. Continuamente actualizado e sem rigidez periódica, aborda temática relacionada com o automóvel ou com as novas tecnologias, numa linguagem simples, informativa e incutida de espírito de rigor e isenção.
"COCKPIT automóvel" é fonte noticiosa para variadas publicações em papel ou em formato digital. Contudo, a utilização, total ou parcial, dos textos e das imagens que aqui se encontram está condicionada a autorização escrita e todos os direitos do seu uso estão reservados ao editor de "Cockpit Automóvel, conteúdos automóveis". A formalização do pedido de cedência de conteúdo deve ser efectuado através do email cockpit@cockpitautomovel.com ou através do formulário existente na página de contactos. Salvo casos devidamente autorizados, é sempre obrigatória a indicação da autoria e fonte das notícias com a assinatura "Rogério Lopes/cockpitautomovel.com". (VER +)