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Cockpit Automóvel - Conteúdos Auto



Segunda-feira, 20.08.12

APRESENTAÇÃO: Hyundai i30 SW (MY 2012)


Após o arranque da comercialização do renovado Hyundai i30, com a versão de cinco portas, é chegada a vez da muito popular variante carrinha. O Hyundai i30 station wagon (SW), versão 2012, passa a estar disponível em Portugal com preços a partir dos 18.750 euros para o motor a gasolina 1.4, 23.250 euros com o “diesel” 1.4 VGT de 90 cv e de 24.250 euros com o motor 1.6 CRDi de 110 cv. Confira a seguir mais características sobre esta variante, preços e equipamento no texto que se segue, acompanhado de muitas imagens do interior e do exterior deste automóvel.


O Hyundai i30 deste ano é apresentado NESTE TEXTO e a versão 1.6 CRDi de 110 cv objecto de ensaio publicado AQUI.
Este trabalho complementa os anteriores e refere-se exclusivamente ao i30 SW e sobre a introdução do sistema FLEX STEER.
Trata-se de uma melhoria do comportamento dinâmico da nova geração i30 station wagon, um sistema que introduz três modos de utilização: Comfort, Normal e Sport. Com isto é possível ao condutor variar o nível de sensibilidade da direcção, de forma a satisfazer as exigências deste ou adaptar o automóvel às condições da estrada.

Variar o “peso” do volante

No modo Comfort, com maior assistência eléctrica, é oferecido um volante “leve” e um mínimo de esforço para alcançar a rotação plena do volante. Ficam mais fáceis as manobras urbanas e nos pequenos espaços de estacionamento.
O modo “Normal” está destinado a ser o modo de utilização mais frequente. A direcção oferece o suporte perfeito à condução em todos os tipos de estrada.
O modo “Sport”, com menor assistência eléctrica, oferece uma condução mais directa e com maior sensibilidade de aderência à estrada. A direcção torna-se progressivamente mais “pesada”, oferecendo uma melhor percepção da condução. As características do modo Sport são particularmente adequadas à condução em auto-estrada.
O sistema normal de direcção assistida utiliza um sistema de assistência eléctrica e necessita de apenas 2,85 voltas do volante de um topo ao outro, oferecendo um raio de viragem mínimo de 5,3 metros.

Estilo e dimensões

Tal como acontece na carroçaria de cinco portas, a frente destaca-se pela grelha hexagonal da Hyundai e pelos faróis dianteiros em forma de diamante. O impacto visual é também incrementado pela inclusão de luzes de circulação diurna de LED.
A partir do pilar B para trás, a station wagon difere significativamente do automóvel de 5 portas. O tejadilho estende-se para trás sobre a área de passageiros e bagageira, de forma inclinada e adicionando dinamismo às linhas da viatura de acordo com a filosofia “fluidic sculpture”.
A altura total da station wagon i30 aumentou 30 mm em relação ao “cinco portas” mas reduziu 20 mm relativamente à station wagon original i30 CW (crossover wagon), enquanto o seu comprimento foi aumentado em 10 mm.
A carroçaria é 5 mm mais larga, e a largura dos eixos dianteiros e traseiros também foi aumentada, deslocando as rodas e pneus para o exterior e alinhadas com as cavas das rodas dos guarda-lamas.
O pára-brisas traseiro envolve os pilares C, aumentando a luminosidade interior e beneficiando a visibilidade. A porta traseira dá ao novo i30 station wagon uma aparência perfeita e a sua abertura ao nível do pára-choques facilita a colocação das bagagens.

Habitabilidade


O rebatimento total dos bancos traseiros da station wagon cria uma superfície plana com uma capacidade de carga para 1.642 litros. Com os bancos traseiros na sua posição normal, a nova i30 station wagon dispõe de uma bagageira com capacidade de 528 litros, o que corresponde a um aumento de 113 litros (27%) em relação à geração anterior. Existe ainda um compartimento de armazenamento embutido no solo que aumenta a capacidade de carga.
Condutor e passageiro beneficiam de uma altura ao tecto de 1.033 mm, mais 12mm quando comparada com a versão de cinco portas. O comprimento para as pernas é de 1.067 mm e 1.429 mm é a largura ao nível dos ombros.

Mantendo a distância entre eixos de 2650 mm da carroçaria de cinco portas, os passageiros do banco traseiro ganham igualmente na altura ao tecto (+38mm para 1.005mm), quando comparado ao “cinco portas”. O acesso é igualmente melhorado devido ao rebaixamento do túnel central em cerca de 59% (de 133 mm para apenas 54 mm).
O porta-luvas cresceu 48% para os 8 litros (antes tinha 5,4 litros), as bolsas nas portas dianteiras passam a albergar garrafas de 1,5 litros e nas portas traseiras passam a estar disponíveis bolsas com 0,75 litros de capacidade.
No que concerne ao refinamento do habitáculo e controlo dos NVH (ruídos, vibrações e aspereza), foram aplicados apoios do motor com absorvedores de vibrações, semi-eixos ocos, juntas da carroçaria reforçadas entre as embaladeiras e pilares B, vedações de dupla camada das portas, aumento da espuma de enchimento nos pilares A e puxadores das portas redesenhados.


Motores

O mercado português disporá de quatro motores: um gasolina e três diesel que compreendem um leque de potências dos 90 CV aos 128 CV.
O renovado motor diesel 1.6 litros com turbo de geometria variável (VGT) U-II será um dos mais populares propulsores da gama. Debitando 110 CV às 4000 rpm e 260 Nm de binário entre as 1900 e as 2750 rpm, este motor de 1582 c.c. permite alcançar uma velocidade máxima de 185 km/h com emissões de apenas 110 g/km de CO2 quando equipada com o sistema ISG (Integrated Stop & Go).
Estreia na nova gama i30 station wagon é a introdução do motor diesel, CRDi, de 1.396 cc com 90 CV cujas expectativas para o mercado nacional são igualmente elevadas.
O motor 1.4 a gasolina, debitando 100 CV às 5500 rpm e 137 Nm de binário às 4200 rpm, oferece também um excelente equilíbrio entre performance e economia, bem como um baixo valor em emissões CO2.
Todas as versões disporão de uma caixa manual de seis velocidades ou de uma automática também com seis velocidades, dependendo da versão e do nível de equipamento

Equipamento

Novos equipamentos irão atrair os compradores para a mais recente geração i30 station wagon: ajustamento eléctrico do assento do condutor em 10 posições diferentes, chave inteligente com sistema de ignição start/stop e cruise control com a função de limitador de velocidade e instrumentação avançada com um LCD TFT, que permite controlar uma ampla gama de informações adicionais para o condutor.
Localizado no topo da consola central, o opcional sistema de navegação é exibido através de um ecrã de 7 polegadas sensível ao toque, com suporte multimédia e reconhecimento de voz em 10 línguas europeias.
Outros equipamentos que melhoram a nova geração do i30 station wagon incluem climatizador com função bi-zona, dupla ventilação com condutas de aquecimento para os lugares traseiros e um verdadeiro tejadilho de abrir panorâmico em vidro que aumenta generosamente a entrada de luz natural no habitáculo. O tecto de abrir foi desenhado para ser totalmente aberto ou apenas parcialmente, oferecendo flexibilidade e funcionalidade, juntamente com uma persiana que cobre toda a superfície do tecto de abrir. Existe ainda um amplo equipamento de segurança. Entre os sistemas activos conta-se o ESP (Programa de Estabilidade Electrónica), o VSM (Gestão da Estabilidade do Veículo), o ABS (Anti Bloqueio dos Travões), o BAS (Assistência à Travagem de Emergência), o HAC (Assistência ao Arranque em Declive) e o ESS (Sinalização de Travagem de Emergência), que faz as luzes de travagem piscar quando uma travagem de emergência é detectada.
Dependendo da versão, como opcionais encontra-se o HID com sistema AFLS para optimizar a visão à noite e uma câmara com ente grande angular, montada por debaixo do símbolo Hyundai colocado no portão traseiro.
Todas as versões estão equipadas com seis airbags de série – frente, lado à frente e cortinas da frente até aos lugares traseiros – enquanto um inovador airbag de joelhos é proposto como opcional dependendo da versão e do nível de equipamento.

Preço de todas as versões à venda em Portugal


Expectativa de vendas


Tanto os motores a gasóleo como a gasolina desempenham papel fundamental no segmento C europeu, com o gasóleo a representar 52 % do mercado e a gasolina 43% das vendas. No mercado português contudo, a Hyundai espera para a Nova Geração i30 station wagon uma repartição de vendas entre gasolina e diesel na ordem dos 10/90% respectivamente.
A marca espera que o estilo do i30 station wagon venha contribuir significativamente para o crescimento da quota de mercado na Europa, podendo vir a alcançar cerca de 30% das vendas de toda a Nova Geração i30.

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Segunda-feira, 06.08.12

ENSAIO: Hyundai i30 1.6 VGT CRDi 110 cv (MY 2012)

O novo i30 engana. É um fingidor. Por um lado parece ter mudado pouco em relação à versão anterior. De facto, as alterações vieram dar outro ânimo ao carro coreano. Por outro lado, nesta versão, o motor e o comportamento parecem pacíficos. Diria até que demasiado familiares. Mas só até serem provocados e fazerem saltar o ponteiro das rotações para além das 2000. Enfim… O novo i30 não é, realmente, o carro que parece!

Os menos atentos podem até achá-lo parecido com o anterior, mas o novo i30 cresceu em comprimento, desceu a altura e fluiu na direcção das linhas inspiradas do belíssimo i40. Tudo isto acabou por conferir uma nova dinâmica ao conjunto, reforçado ainda por motores mais eficientes no que toca a consumos e emissões.
Ao crescer em tamanho, o i30 não alterou a distância entre eixos. A habitabilidade está quase inalterada e o espaço traseiro continua mais vocacionado para dois ocupantes. Mas a capacidade da mala aumentou e é agora de 378 litros de capacidade.

Ganhou mala e equipamento

Os milímetros a mais conquistados no habitáculo – alcançados sobretudo devido à maior inclinação do vidro dianteiro - são menos expressivos do que outras alterações interiores. Efectivamente, o Hyundai i30 renovou os materiais e ganhou mais equipamento que os clientes deste segmento agora exigem.
Beneficia ainda de um porta luvas maior, embora maior destaque mereça a curiosa posição da câmara de estacionamento traseira. Dissimulada no símbolo embutido na porta da mala (que roda quando a marcha atrás é engrenada), as imagens captadas são projectadas no retrovisor interior. Contudo, esta solução de colocação do visor no espelho não é a melhor em dias de sol intenso.

Comportamento dissimulado

Ensaiado na versão menos potente do motor diesel de 1.6 l. (existe outra com 128 cv), as impressões da sua condução dividem-se. Com um andamento familiar pouco mais há a destacar do que uma maior economia de consumos, mas se esquecermos qualquer preocupação ecológica ou económica e acelerarmos, vamos permitir que sobressaia o potencial de uma mecânica disposta a apimentar a condução.
E o conjunto não se faz rogado. A manada de mais de uma centena de cavalos pode não ser o número mais importante, até porque o binário, a força deste motor, só se encontra nas 2000 rpm. A caixa colabora em precisão, embora um escalonamento excitante só se encontre nas primeiras quatro velocidades. Quinta e sexta são claramente reservadas para estrada aberta, para um andamento familiar, para a poupança e para a redução de emissões.
Exploremos ou não com garra o renovado i30, ele revela ter (quase) tudo para agradar. Enquanto familiar “não-é-carne-nem-peixe”, antes uma refeição que satisfaz e, decididamente, não provoca azia. Desportivamente a versão também não desilude e abre o apetite para a mais potente, com 128 cv. Mostra-se mesmo capaz de proporcionar alguns rasgos de diversão e entusiasmo. Tudo isto só possível por obra e graça de um chassis e de uma suspensão bem afinados e bastante equilibrados.

Versões e preços

Enquanto familiar, o renovado i30 revela conter os ingredientes certos para satisfazer o paladar dos consumidores europeus. Ou não tivesse sido ele concebido a pensar neste mercado e, para mais, fabricado nas instalações europeias do construtor coreano.
Daí o sucesso da carrinha do modelo anterior, que certamente se repetirá no actual quando ela chegar ao mercado. Por enquanto temos que nos contentar apenas com esta forma de carroçaria, equipada com motores de 1,4 l, a gasolina e – novidade – também a gasóleo.
A versão mais apetecida e popular irá continuar a ser este conhecido 1.6 CRDi, com potências de 110 e 128 cv. Os valores de consumo e as emissões, representados na tabela abaixo, variam consoante a medida dos pneus que o equipam: 15, 16 ou 17 polegadas.
Há preços a partir dos 17450 euros para o 1.4 a “gasolina”.
NESTE TEXTO de apresentação da nova geração podem ser encontrados mais detalhes sobre o equipamento e especificações do modelo.

Dados mais importantes
Preços desde22 950 euros (Comfort)
Motores1582 cc, 16 V., 110 cv às 4000 rpm, 260 Nm das 1900 às 2750 rpm, common rail, turbo com geometria variável (VGT)
Prestações185 km/h, 12,3 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)3,7 a 4,1 / 3,5 a 3,7 /  4,1 a 4,8  litros
Emissões Poluentes (CO2)97/ 100/ 108 gr/km

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