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Cockpit Automóvel - Conteúdos Auto


Segunda-feira, 30.04.12

APRESENTAÇÃO: Renault Fluence Z.E.

O construtor francês antecipa o futuro e começa a apresentar versões 100% eléctricas de modelos já presentes na gama. No campo dos comerciais é o Kangoo, entre os familiares coube ao Fluence receber um motor eléctrico com uma potência máxima de 70 kW (equivalente a 95 cv) atingida às 3000 rpm e 226 Nm de binário. Sendo a primeira berlina de 3 volumes totalmente eléctrica - proposta ao preço de um equivalente térmico – o Fluence Z.E. mantém um habitáculo amplo e confortável e um conjunto importante de equipamento de segurança. A velocidade máxima está limitada próximo dos 150 km/h e a autonomia de uma carga completa das baterias, feita a partir de uma vulgar tomada doméstica de energia, pode ultrapassar os 120 km. Tudo depende da pressa e da impulsividade de quem o conduz.

A Renault posiciona-se na dianteira dos fabricantes de veículos de passageiros totalmente eléctricos, com uma gama que vai do pequeno e curioso Twizy, passa pelo utilitário ZOE e completa-se com este Fluence Z.E.. Entre os “comerciais “ a representação faz-se com o Kangoo Z.E..
Revelado em Setembro de 2009, ainda como concept car, o Fluence Z.E. é dedicado a clientes particulares ou frotas à procura de um veículo estatutário que seja, ao mesmo tempo, económico e respeitador do meio ambiente.
Um protocolo entre a CML, a Autocoope e Renault fizeram do Fluence Z.E. o primeiro táxi integralmente eléctrico a circular nas ruas de Lisboa. Para além do factor ambiental, os reduzidos custos de utilização foram decisivos para que a maior cooperativa de táxis de Lisboa quisesse testar, em utilização real, o automóvel 100% eléctrico da Renault, como táxi.

Conservar a elegância

Apesar de bastante semelhante às versões dotadas de motor a gasolina ou a gasóleo (ver AQUI o ensaio à versão 1.5 dCi), o Renault Fluence Z.E. distingue-se por um conjunto de elementos característicos dos veículos eléctricos da gama Renault: aros dos faróis de nevoeiro, logótipos, uma grelha específica, faróis traseiros totalmente redesenhados – integram uma zona composta por losangos azulados – e uma calandra específica, mais ampla.
Com um comprimento de 4,75 m, a versão eléctrica do Fluence é 13 cm mais comprida que a versão térmica, de modo a permitir a colocação da bateria atrás dos bancos traseiros. Por isso, a lateral da carroçaria foi redesenhada para conservar o equilíbrio geral da versão original. A secção traseira é completamente nova.
O Fluence Z.E. diferencia-se ainda pelos espelhos retrovisores pintados em preto brilhante, pelos bocais de carregamento nas laterais frontais e pela parte inferior da traseira dotada de um difusor para melhorar a aerodinâmica. No mesmo espírito, as jantes com design específico para o Renault Fluence Z.E. foram desenhadas para diminuir as turbulências aerodinâmicas.

Habitáculo “conservador”

O habitáculo do Renault Fluence Z.E. retoma o conjunto de elementos apresentados na versão térmica. O computador de bordo integra, agora, as informações "eléctricas": consumo instantâneo e médio, autonomia, carga e descarga da bateria. O "eco-pilot" indica o nível da carga da bateria, tal como acontece num veículo convencional. Na consola central estão os pontos de referência para as posições da alavanca de comando do redutor (frente, marcha-atrás, neutro e estacionado).
Com a mesma largura que a versão térmica, o espaço interior conserva uma distância para os cotovelos (1480mm à frente e 1475mm atrás) e uma habitabilidade traseira referência na categoria.
Graças ao prolongamento da porta traseira, a bagageira tem um volume de 317 dm3. O acesso à bagageira é facilitado por um perfil de carga rebaixado (698 mm) e por uma abertura ampla (1020 mm).
O Fluence Z.E. oferece mais de 23 litros de espaço de carga repartidos pelo habitáculo: um porta-luvas de 9 litros na versão Dynamique, uma consola central com 2,2 litros ou ainda arrumos nas portas dianteiras, com uma capacidade de 2,6 litros cada.

Equipamento e serviços

Dispõe de uma importante panóplia de tecnologias, como a navegação integrada, conectada e adaptada ao veículo eléctrico, o kit mãos livres Bluetooth®, a climatização automática bi-zona, os faróis automáticos e o limpa pára-brisas automático. Comandos do rádio, telefone e regulador de velocidade estão acessíveis sem tirar as mãos do volante.
Tendo em conta a nova repartição de massas, as ajudas electrónicas à condução (ABS e ESP) foram objecto de actualização. Em termos de segurança passiva, a estrutura do Renault Fluence Z.E. foi adaptada para garantir o mesmo nível de segurança da versão térmica.
Mantém de série os 6 airbags com limitadores de esforço e pré-tensores dos cintos.

Autonomia

Os serviços conectados permitem melhorar a gestão da sua autonomia, ao preparar melhor o trajecto. Com o pack My Z.E. Connect, é possível ter acesso, a partir do telemóvel ou do computador, a informações relacionadas com a autonomia: estado da bateria (nível de carga, tempo restante para uma carga completa, autonomia, estado da carga), receber alertas que indicam que a bateria está descarregada e acesso ao histórico dos carregamentos.
Com uma autonomia anunciada de 185 km (ciclo misto NEDC), esse valor pode ficar reduzido a 80 km em condições extremas: condições climatéricas severas, condução desportiva, terreno montanhoso, etc., dependendo ainda da velocidade, da tipologia do percurso, da utilização do ar condicionado ou do aquecimento, da temperatura exterior e do tipo de condução (desportiva, normal ou eco-condução),
Ao contrário dos veículos térmicos, é na cidade, no trânsito denso, que o veículo eléctrico é mais económico. Isso deve-se ao facto de, em velocidade nula (semáforo, circulação densa, etc.), o veículo eléctrico não consumir praticamente energia. Ao mesmo tempo, graças ao sistema de recuperação da energia na travagem, as paragens frequentes compensam, em parte, o consumo de energia na utilização.

Preços



Como carregar?

Para uma carga ocasional, a Renault propõe um cabo que se liga directamente numa tomada doméstica de 220V. A carga completa efectua-se, desta forma, em 10 a 12 horas.
Para a residência ou para o local de trabalho, a sugestão é a montagem de uma “Wall-Box”, um equipamento para carga standard feita a partir de corrente de 220 Volts. Para além da conversão do sinal eléctrico, dispõe de uma tomada especial de alta tensão e deve ser instalada por um electricista profissional. As principais vantagens deste ponto de carregamento são a velocidade de carregamento, conformidade com as normas, ergonomia e a possibilidade de comunicar com a rede eléctrica para beneficiar das melhores tarifas eléctricas, por exemplo, durante a noite ou em vazio. Em 6 ou 8 horas, a bateria fica completamente carregada.

Motor

Com a potência máxima é de 70 kW (equivalente a 95 cv) atingida às 3000 rpm e o binário máximo é de 226 Nm, obtido de forma instantânea, isso é sinónimo de segurança e praZ.E.r a cada aceleração.
O Fluence Z.E. necessitou de um trabalho específico sobre a base rolante pelo facto de ser mais comprido e possuir uma nova repartição de massas. Na dianteira, o motor eléctrico é mais ligeiro que o mais ligeiro dos motores térmicos disponíveis no Fluence (160 quilos contra 200 quilos para uma motorização térmica Diesel de entrada de gama). O eixo dianteiro foi, por isso, equipado com uma suspensão de menor rigidez. Na traseira, pelo contrário, o surgimento da bateria, colocada ao nível do trem traseiro, entre os bancos traseiros e a bagageira, aporta uma massa suplementar de 280 quilos. O trem traseiro foi redimensionado para assegurar o máximo de segurança e praZ.E.r de condução ao Fluence Z.E..
Equipado com pneumáticos de baixo atrito desenvolvidos pela Goodyear.

Mobilidade acessível

Com um preço de venda ou aluguer comparável ao seu equivalente térmico a diesel (fora eventuais incentivos fiscais), o custo de energia de um Z.E. é entre 5 e 10 veZ.E.s menos elevado, em função do país, que num veículo térmico. Por exemplo, com o Fluence Z.E., um abastecimento para 185 km custa cerca de 2€, uma oferta em ruptura com o orçamento para combustível de um veículo térmico. No caso de um veículo eléctrico, há que acrescentar o aluguer da bateria. Para uma quilometragem anual de 10 mil quilómetros, por exemplo, o custo adicional é de 0,08 €/km.
A garantia do veículo é de 2 anos com quilometragem ilimitada, sendo a garantia da cadeia de tracção eléctrica de 5 anos ou 100.000 km. Para além da garantia do construtor, a Renault propõe ofertas de extensão de garantia e de contratos de manutenção especialmente adaptados ao veículo eléctrico, com durações e quilometragem à escolha.

Dicas para baixar consumos

Num interface especialmente desenvolvido para as necessidades do veículo eléctrico pode consultar-se, a qualquer momento, os parâmetros ligados à autonomia do veículo. Inclui um mostrador que indica o nível de carga da bateria, um computador de bordo que fornece a autonomia em km, o consumo médio e instantâneo em kWh, bem como os kWh restantes.
Um "eco-pilot" indica, com precisão, o modo de consumo de energia: forte consumo a vermelho, consumo normal a azul claro e recuperação de energia a azul escuro. A navegação inteligente Carminat TomTom® Z.E. LIVE, de série em todas as versões, localiza e indica a disponibilidade dos pontos de carregamento mais próximos, permitindo visualizar o raio de acção em função da autonomia restante do veículo.
Ainda mais do que num veículo térmico, pode preservar a autonomia do seu veículo eléctrico. Por exemplo, aplicando regras de eco-condução, é possível ganhar, em média, 18% de autonomia.
Mas, o Fluence Z.E. dispõe, também, de uma função Eco Mode. A activação deste interruptor limita as funções do sistema de climatização e permite ganhar até 10% de autonomia.
O Fluence Z.E. está equipado com um sistema de pré-climatização. Quando o veículo está conectado, pode programar, à distância, a temperatura que prefere no habitáculo e terá o conforto térmico ideal mal entra no habitáculo. Desta forma, a utilização da climatização não tem impacto na autonomia.

Quando a energia acaba

Ao contrário dos modelos térmicos, "ficar sem combustível" é algo coberto pelo contrato de aluguer da bateria.
Se atingir os limites da bateria, o veículo não se imobiliza brutalmente e continua em andamento, a velocidade reduzida, durante alguns quilómetros. Tal permite-lhe afastar-se do trânsito ou contactar a assistência para que o veículo possa ser rebocado até um ponto de carregamento.
Se for verificada alguma anomalia relacionada com a bateria, será efectuada, de imediato, num concessionário Renault, a troca da bateria ou, em alternativa, um veículo de substituição.

E se for precisa uma maior autonomia?

Para as longas distâncias, o proprietário de um veículo eléctrico terá acesso a tarifas privilegiadas para o aluguer de um veículo térmico.
A melhoria da autonomia das baterias e o desenvolvimento de uma rede de troca de baterias deverão permitir ao veículo eléctrico, dentro de alguns anos, percorrer maiores distâncias … Entretanto, consciente da actual autonomia limitada das motorizações eléctricas, a Renault inicia a garantia de mobilidade, qualquer que seja o destino.
Enquanto cliente da gama Z.E., terá acesso ao aluguer de veículos térmicos com condições especiais. Este serviço estará disponível nas agências Avis e Europcar, que garantem uma cobertura importante do território. Este serviço estará igualmente disponível através do My Renault, acessível a partir do site em Portugal da Renault.

Procura automóvel novo, usado ou acessórios? Quer saber mais sobre este ou sobre outro veículo?

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Segunda-feira, 18.10.10

Carros eléctricos prestes a chegarem

Os primeiros custam menos...

Renault Twizy Z.E.
Já é possível fazer a reserva ou encomenda de um dos novos modelos que a partir do final deste ano, inícios de 2011 começam a rolar em estradas nacionais. Os primeiros 5000 compradores particulares terão 5000 euros de desconto a menos que os cofres do Estado fiquem sem dinheiro. Ainda assim, bem vistas as coisas, os "eléctricos" da Carris vão continuar a ser os mais acessíveis aos bolsos dos portugueses...

Renault Fluence Z.E.
Os primeiros modelos familiares com motor exclusivamente eléctrico, produzidos por construtores automóveis conhecidos e consagrados, deverão começar a chegar ao mercado português no final deste ano, princípio de 2011. A precisão de frase anterior - "modelos familiares eléctricos" e "construtores consagrados" - deve-se ao facto de há alguns anos serem comercializados em Portugal pequenas viaturas de 2 lugares, com autorização para circularem nas estradas nacionais, além de bicicletas com motor e scooters, provenientes de fabricantes com nomes menos "sonantes".


Mitsubishi i-MiEV
Não é portanto desses que se trata, mas sim de carros com 4 ou mais lugares como o Mitsubishi i-MiEV e seus homónimos Peugeot iOn e Citroën C-Zero, ou o Nissan Leaf, cujas baterias são produzidas em Portugal. Contudo, em 2011 e 2012, caberá à francesa Renault dispor da gama mais completa, com 4 modelos Z.E. (Zero Emissões): o familiar Fluence, o utilitário Zoe, o comercial Kangoo Express Z.E. e um dois lugares que será concorrente do Smart eléctrico, o Twizy. Fluence e Express já têm preços anunciados. Custarão respectivamente 26620 e 24200 euros, com IVA de 21%, mas a este valor deverá sempre acrescentar-se o aluguer mensal da bateria, 79 euros no Fluence e 87 no Kangoo.

Nissan Leaf
Desde o início associado ao projecto português Mobi-E (projecto de mobilidade eléctrica que passa pela instalação de uma rede de postos de carregamento e outras condições de incentivo à utilização de viaturas eléctricas), o Nissan Leaf também já têm um preço recomendado de venda ao público: 30200 euros. Os concessionários estão igualmente a aceitar a pré-reserva do carro, cuja entrega está agendada para o primeiro trimestre de 2011.


Peugeot iOn
Peugeot, Citroën e Mitsubishi ainda não anunciaram o preço final e a modalidade de venda (aluguer ou venda das baterias), mas já é igualmente possível fazer uma reserva sem compromisso. Por força da menor autonomia que estes modelos dispõem (no máximo 300 km, necessitando de pelo menos meia hora para um carregamento parcial das baterias ou seis, em média, para o carregamento total) a Peugeot criou um serviço complementar de aluguer de veículos convencionais (a gasolina ou diesel) destinado aos proprietários do iOn que tenham a necessidade pontual de um veículo com maior autonomia, lotação ou capacidade de carga.

Renault Zoe Z.E.
Recorde-se que o Estado português prevê "oferecer" 5000 euros aos primeiros 5000 compradores particulares (desconhecendo-se se a dedução deste valor é feita no acto de compra ou será atribuído de forma parcial), a que se pode ainda acrescentar o incentivo ao abate de viaturas antigas, se tal continuar contemplado no próximo Orçamento do Estado. Às empresas beneficiarão de outro tipo de deduções fiscais.

Renault Kangoo Express Z.E.

Citroën C-Zero


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