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Cockpit Automóvel - Conteúdos Auto


Quarta-feira, 30.07.14

ANÁLISE: Conheça os melhores carros segundo o estudo americano de qualidade J.D. Power 2014


- Os dois estudos foram realizados pela prestigiada JD Power, uma consultora americana de pesquisa e análise da satisfação do cliente, qualidade do produto e comportamento do comprador
- O estudo de qualidade inicial da J.D.Power (IQS) analisa os problemas relatados pelos proprietários nos primeiros 90 dias de compra do veículo. O último estudo foi divulgado em Junho de 2014
- O estudo de confiança (VDS) realizado anualmente analisa os problemas registados nos últimos 12 meses pelos proprietários de veículos com três anos. Inclui a pesquisa de 202 potenciais problemas em todas as áreas do veículo
- De ambos os estudos, a empresa conclui que a introdução de novas e mais sofisticadas tecnologias foram a fonte geradora do aumento de problemas face a estudos anteriores
- O estudo alerta também que a necessidade de redução de combustível não deve comprometer a qualidade
- Por segmento, conheça quais os modelos melhor classificados que também estão à venda na Europa (LER MAIS)






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Segunda-feira, 18.07.11

ENSAIO: Kia Picanto 1.0/69 cv

Bonito, bem disposto e comunicativo. É assim o mais jovem e mais pequeno representante da marca coreana no nosso País. Se não nos importarmos com um motor que, à partida, até parece pouco colaborante. A culpa está no escalonamento longo da caixa de velocidades e nas preocupações com a economia. No restante é o que já promete do exterior: moderno, bem construído e mais espaçoso do que a versão que substitui. Leva ainda vantagem sobre alguns rivais mais directos, por oferecer lotação para cinco ocupantes.

Uma das coisas que desde logo cativa é o seu aspecto exterior. Este novo Picanto, apesar de continuar compacto, parece que subiu de escalão. A frente característica da marca dá-lhe um ar mais pujante, mais desportivo e bastante mais atrevido. Parte disso deve-o à frente alta e à imponente entrada de ar na zona inferior da carroçaria.
Num todo está também mais adulto. Mais bonito. E mais moderno e mais ao gosto ocidental. Para o segmento a que pertence, os materiais apresentam uma qualidade convincente, rentabilizando convenientemente o espaço interior. Nomeadamente ao nível dos pequenos espaços na consola, no forro interior das portas e num porta-luvas bastante razoável.


Um palmo de mala a mais


Com pouco mais do que um dedo a mais no comprimento do que o seu antecessor, ganhou uma mala um pouco mais convincente: 200 litros, disponibilizados pela presença de um kit anti-furo.
Mas continua a ser necessário um pouco de boa vontade para levar 3 adultos no banco traseiro. Para ocupantes mais pequenos será mais fácil, com o acesso facilitado pela presença das cinco portas. Por isso, ainda que atrás disponha de três cintos de segurança e que o livrete o permita, não se esperem grandes milagres. Apesar do espaço para as pernas até ser agora mais amplo.
Destaca-se positivamente pelo conforto. Um carro tão pequeno não consegue ter, por limitações óbvias, um grande curso de suspensão ou um sistema demasiado elaborado. Mas a do Picanto cumpre satisfatoriamente o seu papel, e o conforto é incrementado ainda graças a um maior trabalho de insonorização. Trabalho esse facilitado, em grande medida, porque este motor não é nem demasiado ruidoso nem vibra demasiado.


Motor castrado


Se bem que a motorização base a gasolina pareça à partida uma semi-desilusão, desculpe-se o motor em si. Porque, após alguma embalagem, até se torna possível atingir e manter uma velocidade de cruzeiro aceitável para a pequena cubicagem deste trí-cilindrico de somente 998 cc. Além de, como atrás se afirmou, ser silencioso e de quase não vibrar.
Contudo, o seu modesto binário só é alcançado às 3500 rpm. Eis-nos portanto perante um dilema: ou optamos por “esticar” as mudanças, já de si com relações algo longas e, por via disso, gastar mais combustível ou, por outro lado, se olha pelos consumos mantendo alguma paciência na aceleração. Mesmo assim, a média dificilmente descerá dos seis litros.


Equipamento. Versões 1.2 e GPL


Por falar em gastos, a versão mais barata custa praticamente 10 mil euros. Um valor aceitável face à qualidade e aos sete anos de garantia de que beneficia. Para encontrar muito mais equipamento, nomeadamente ar condicionado, jantes em liga de 15’’, rádio/CD/MP3, entradas USB e para i-pod, fecho centralizado com telecomando e alarme, por exemplo, há que acrescentar 2500 euros a este valor.
Para conhecer mais sobre este e outro equipamento disponível consulte AQUI o texto da apresentação deste modelo.
Quem desejar mais animação pode sempre contar com os 85 cv da versão 1.2, igualmente a gasolina. O preço já vai a caminho dos 14 mil euros, mas é “sport” e, quanto mais não fosse por causa disso, promete ser mais despachado em cidade e em estrada. Os consumos até nem são substancialmente mais elevados, em parte porque o peso também não varia assim tanto. Qualquer dos modelos, em vazio, tem um peso inferior a uma tonelada.
Quem, pelo contrário, tiver como primeira prioridade a economia, tem como alternativa a versão GPL. Esta vem ocupar o espaço da anterior versão diesel 1.1. Para saber mais pormenores consulte o texto da apresentação deste modelo. (ver AQUI)

Dados mais importantes
Preços desdedesde 9947 euros (LX)
Motores
998 cc, 69 cv às 6000 rpm, 95 Nm às 3500
Prestações
153 km/h, 14,4 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
4,2 / 3,6 / 5,4 litros
Emissões Poluentes (CO2)99 gr/km


MAIS MODELOS KIA RECENTEMENTE ENSAIADOS:

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Segunda-feira, 28.02.11

ENSAIO: Kia Sportage 1.7 CRDi ISG (4x2)/115 CV

Completamente novo e assumidamente orientado para a cidade ou para percursos não muito complicados fora do alcatrão, o Kia Sportage, nesta versão 1.7 CRDi "isg" de apenas duas rodas motrizes, revela-se um conjunto preocupado com o estilo. A atitude simultaneamente mais madura conjuga com uma imagem jovem, e até irreverente sob determinados aspectos, que pretende cativar novos públicos. Pisca igualmente o olho à economia: na poupança dos consumos desta versão, graças ao sistema “stop & go” e a outras alterações mecânicas, mas também à carteira de potenciais clientes, através de um preço de entrada de pouco mais de 27 mil euros, chave na mão.

Nascido em 1993, o Kia Sportage conquistou desde logo por uma estética engraçada mas também – e sobretudo – por causa de uma inesperada competência face ao preço deveras simpático a que era comercializado.
Desde então tudo, ou quase tudo, mudou. O SUV coreano mantém o nome e a popularidade, mas as responsabilidades são sem dúvidas maiores. A Kia não é mais uma marca desconhecida que precisa da ajuda de um preço aliciante para se impor e a qualidade dos seus produtos cresceu na directa proporção em que também aumentaram as suas responsabilidades e se torna mais difícil perdoar erros de principiante.

Menos TT

O novo Sportage, que este ano começou a ser comercializado no nosso País, é simultaneamente um carro mais adulto e bastante menos inocente do que o modelo da primeira geração. Mas também menos competente do que este era quando as rodas abandonam o alcatrão.
Ou talvez não. O facto é que ao não beneficiar de uma altura tranquilizadora em relação ao solo (cerca de 17 cm) ou de não dispor de qualquer ajuda para a condução fora de estrada, também não incentiva a que o tentemos. E até talvez mesmo as versões com quatro rodas motrizes (a partir de agora também disponíveis em Portugal) estejam mais indicadas para pisos de neve ou gelo, do que para trilhos mais acidentados.
A seu tempo comprovaremos e daremos conta disso.


Snob?


Seguindo a tendência do seu segmento, aquilo que pode com clareza afirmar-se é que o Sportage subiu de escalão e aburguesou-se. Isso fica bem patente no conforto que proporciona e é perceptível na qualidade de construção, no equipamento que disponibiliza e nas preocupações com a insonorização do habitáculo. Há pormenores que agradam, que se revelam bastante práticos, há itens de tecnologia actual como as ligações para fontes externas de som e há, sobretudo, bancos cómodos e envolventes que ajudam a que viaja, mas principalmente a quem o conduz. Além de se revelar prática e bastante acessível, a boa capacidade de manobra é facilitada pelas dimensões.
Apesar de medir menos de 4,5 metros de comprimento, a habitabilidade do Sportage é bastante aceitável. O espaço da mala talvez não impressione à primeira vista, mas a verdade é que o construtor reclama quase 600 litros de capacidade. Há que contar com muito mais espaço sob o piso e, aleluia!, mesmo assim, um pneu suplente igual aos restantes.


(Eco)nomias…


Parte da responsabilidade do preço a que é proposta esta versão no nosso País, respeita ao motor diesel de 1,7 litros e à carga fiscal que sobre ele incide. Não apenas por causa da cilindrada como também das emissões mais baixas que a sigla “ISG” na traseira ajuda a explicar.
A unidade motriz mostra-se bastante competente na sua função em cidade, fornecendo quase continuamente binário sem necessidade de grandes trabalhos com a caixa de velocidades. Apesar das relações mais longas (e poupadas) que esta apresenta. Por falar em consumos, estes revelam-se realmente comedidos para o peso e configuração do conjunto, fixando-se a média do ensaio claramente abaixo dos sete litros. Parte da responsabilidade pode efectivamente ficar a dever-se ao sistema “stop & go”, realmente rápido a responder, quer na paragem como no arranque. Mas também aos pneus de baixo atrito que traz montados, embora a estes também se deva o comportamento menos bom em pisos com aderência mais complicada.


Senhor da cidade


Apesar do chassis parecer bastante robusto, característica que vêm-se tornando regra nos modelos mais recentes da marca, o local em que a rigidez torcional parece querer evidenciar realmente competência é sobre o alcatrão e no ambiente urbano. Só que a suspensão algo branda que esta versão em particular evidencia, mostra maiores preocupações em assegurar conforto e contraria em parte alguma dessa vontade. Nomeadamente quando obriga a refrear os ânimos em curva, embora o Sportage nunca deixe de se mostrar seguro ou previsível. Mas se consegue isso à custa de algum entusiasmo e paixão da sua condução, não correrá o “risco” de se tornar mais um SUV previsível, fácil de conduzir e seguro a reagir.
Afinal que mais pode desejar o condutor habitual de um SUV?



LER AINDA A PROPÓSITO DESTE ENSAIO A SEGUINTE NOTÍCIA:

Alerta de leitor: Via Card classifica e cobra como classe 2, viaturas de Classe 1




Dados mais importantes
Preços desde26 896 (LX)
Motor
1685 cc, 16 V, 115 cv às 4000rpm, 225 Nm às 2000 rpm
Prestações
173 km/h, 12,8 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
5,8 / 4,2 / 6,0 litros
Emissões Poluentes (CO2)135 gr/km



Outros modelos KIA recentemente ensaiados
* Kia Carens 2.0 CRDi EX 7 lugares
* Kia Cee’d 1.4 CVVT
* Kia Cee’d S Coupe 1.4 CVVT ISG EX
* Kia Cee'd SW 1.6 CRDi (2009)
* Kia cee´d SW 1.6 CRDi
* Kia Cee'd S Coupé 2.0 CRDi TX
* Kia Picanto 1.1 CRDi
* Kia Picanto 1.1 CRDi Sport
* Kia Soul 1.6 CRDi
* Kia Sorento 2.2 CRDi 4x2
* Kia Venga 1.4 CVVT/90 cv
* Kia Venga 1.4 CRDI ECODynamics

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Quarta-feira, 09.06.10

Kia Venga 1.4 CRDI ECODynamics

Ecológico q.b.
A componente ambiental da versão é garantida pela moderação dos consumos, mas isso acaba por se reflectir bastante no seu desempenho dinâmico.
Tomei pela primeira vez contacto com este pequeno monovolume coreano, numa versão equipada como motor a gasolina 1.4 que, por razões sobejamente conhecidas, não será a mais apelativa para o mercado nacional.
Só agora me foi dada a oportunidade de ensaiar a variante mais económica de um novíssimo motor diesel do poderoso grupo Hyundai (actualmente 4.º ou 5.º a nível mundial), do qual a Kia faz parte. Trata-se de um pequeno bloco 1.4 que, na versão de 75 cv (existe uma outra com 90 cv) e dotado de tecnologia "stop & go", pneus de baixo atrito e indicador da mudança mais correcta para o momento, tem como objectivo assumido garantir baixos consumos e reduzir as emissões poluentes.
Ora se pelo menos para efeitos fiscais esse desígnio foi cumprido, em termos práticos, mesmo praticando uma condução mais defensiva, é difícil senão mesmo impossível, conseguir cumprir os consumos anunciados pelo fabricante.

Em grande parte porque uma caixa de cinco velocidades longa obriga a constantes trocas para evitar perder ritmo de andamento. Esta versão do Venga não é propriamente despachada e quando lotado necessita de algum espaço para atingir alguma desenvoltura em estrada.
Papel duplo
Em contrapartida, e isso já constatara na versão a gasolina, o Kia Venga está a meio caminho entre um utilitário e um monovolume médio. Não sendo muito longo mas valendo-se de uma largura aceitável, o espaço proporcionado na parte traseira surpreende pela positiva, com a capacidade da mala a superar os 500 litros graças à possibilidade de movimentar o assento traseiro.
Por todo o habitáculo há grande preocupação num aproveitamento correcto do espaço, oferecendo também alguns extras bastante jovens e actuais como entradas auxiliares de som. Boa qualidade de construção, uma disposição racional dos comandos, ergonomia, funcionalidade e uma certa jovialidade, são algumas características do seu interior.
Em matéria de comodidade há que referir uma insonorização aceitável e uma suspensão razoavelmente bem equilibrada entre as necessidades de conforto e as exigências do comportamento. O Kia Venga – e esta proposta em particular – é um carro pleno de duplicidades: na economia, em termos de preço e de consumos, e na função, pois tanto se revela competente nas funções de um citadino, como capaz de assumir um papel mais familiar graças ao espaço e versatilidade que proporciona.
PREÇO, desde 18300 euros MOTOR, 1396 cc, 75 cv às 4000 rpm, 220 Nm das 1750 às 2750 rpm, 16V CONSUMOS, 5,2/4,0/4,5 l (cidade/estrada/misto) EMISSÕES POLUENTES, 118 g/km de CO2

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Segunda-feira, 19.04.10

ENSAIO: Kia Venga 1.4 CVVT/90 cv

Maior por dentro do que à primeira vista parece por fora, o Kia Venga é a mais recente aposta para o segmento dos monovolumes compactos de uma cada vez mais surpreendente Kia. Para quem julga tratar-se apenas de mais um citadino, esclarece-se que, apesar dos seus pouco mais de quatro metros de comprimento, o Venga oferece largura bastante e uma conjugação de espaço interior capaz de surpreender os mais cépticos.


A qualidade de construção, sem deslumbrar, aparenta solidez e cuidado nos acabamentos. E tanto pela ergonomia dos comandos como pela quantidade e forma dos compartimentos interiores, este Kia demonstra um cuidado aproveitamento do espaço e uma vontade de tornar fácil e acessível a sua condução.
Traz com ele um conjunto de soluções tecnológicas a que a marca já nos habituou, como entradas para fontes de som extra e será mesmo possível optar por um tecto panorâmico duplo, em vidro.


Artifício inteligente


Os assentos, colocados em posição elevada, ajudam a incrementar a sensação de desafogo, porque as pernas precisam de menos espaço e os pés encaixam-se melhor por debaixo dos bancos dianteiros. A altura a que os ocupantes se encontram contribui para acentuar a impressão de adorno em curva, apesar de dispor de uma suspensão mais firme que nem sempre consegue disfarçar as irregularidades da estrada.

A capacidade da bagageira varia entre os 314 e os 570 litros, devido ao facto de os bancos traseiros (assimétricos) correrem sobre calhas ao longo de 13 cm. A mala, simples e sem bolsas laterais, oferece tomada de corrente e duas posições para colocação da chapeleira, o que ajuda a nivelar o piso quando se rebate o banco traseiro. A versão ensaiada não dispunha de pneu suplente, somente de um "kit" de reparação.


Condução prática

Apelando a uma condução bastante fácil e muito – mas mesmo muito – prática, o Kia Venga está disponível a partir de cerca de 16 mil euros com um motor a gasolina de 90 cv. Este conjunto mostrou sempre muita desenvoltura, mesmo quando em lotação máxima, embora com alguma natural relutância perante percursos inclinados. É possível estabelecer médias de estrada em torno dos 6,5l, embora na cidade estas ultrapassem facilmente os 8,0 litros, apesar do sistema "stop & go" e de se cumprirem as indicações constantes no painel de instrumentos, aconselhando a mudança mais correcta para o momento. Gostei particularmente do funcionamento da caixa de velocidades, bem sincronizada, e de uma direcção leve, bastante cómoda em manobra. No que respeita à visibilidade, há que ter em conta dois aspectos: uma dianteira abrupta que às vezes engana e uma largura até aos espelhos pouco habitual nesta classe.

PREÇO, desde 16000 euros MOTOR, 1396 cc, 90 cv às 6000 rpm, 137 Nm às 4000 rpm, 16V CONSUMOS, 6,8/5,3/5,9 l (cidade/estrada/misto) EMISSÕES POLUENTES, 136 g/km de CO2

Oferta nacional

Outro motor com cilindrada semelhante e potências de 75 (5 velocidades) ou 90 cv (6 vel.) reclamam uns mais apetecíveis 4,5 l de média no consumo... de gasóleo. Mas para lá chegar há que acrescentar 2000 ou 3000 euros, consoante a versão. É preciso contudo realçar que englobam mais algum equipamento, sendo que a variante mais cara (TX) já contém pneu suplente, embora fino.

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Segunda-feira, 14.12.09

Kia Cee´d SW 1.6 CRDi ISG


Prático e eficaz

Menos de dois anos depois de escrever sobre este carro (VER AQUI) volto a ele, pela simples razão de ter passado a beneficiar de uma série de melhoramentos que o deixam ainda mais apelativo

São carrinhas como esta que ajudam a fazer a reputação de um construtor: bonitas, bem construídas e eficazes na sua função principal. Atrás da designação não têm (ainda, mas cada vez isso é menos verdade) uma marca popular e sonante, como aquelas que ajudam certos consumidores a decidir-se por razões de imagem. Mas a verdade é que o símbolo da Kia se vê cada vez mais nas nossas estradas, e a culpa disso acontecer não está apenas no facto de disporem de uma boa relação preço/qualidade.


Boa aparência...

Além do bom "aspecto" exterior, a verdade é que a nova geração de modelos do construtor coreano consegue ombrear, quer seja em termos de design, funcionalidade ou qualidade de construção, com o que de melhor e mais bonito o segmento oferece.
Ora, na senda do sucesso que é a versão coupé do Ceed (VER AQUI ENSAIO VERSÃO 1.4 ISG), e como ficar parado muito tempo, sem novidades, nunca foi boa política, quem de direito decidiu renovar as versões carrinha e 5 portas deste familiar médio. Em termos de imagem, ficaram mais próximos do ar dinâmico e desportivo do Ceed Coupe, graças a uma nova frente. Já mecanicamente, receberam uma nova afinação do chassis, tornando o comportamento mais preciso; ligeiras melhorias no desempenho do motor, trouxeram maior economia nos consumos. Como? Com a excepção de uma versão, instalando-lhe o sistema "Stop & Go" da Bosch, para ajudar a poupar nas paragens. Esta é a razão da sigla ISG, numa versão que devido às baixas emissões poluentes recolhe benefícios fiscais e pode entrar no programa de abate de viaturas antigas.



… e bom comportamento

Ainda que se mantenham em comercialização motorizações 1.4, a gasolina, e 2.0, a gasóleo (esta sem ISG), as versões mais interessantes, pelo menos para o nosso país, assentam sobre este bloco diesel 1.6 CRDi de 90 ou 115 cv.
À "boleia" de tudo isto reposicionaram-se preços e níveis de equipamento. De resto - e não é pouco -, continua a ser um carro espaçoso e bastante familiar. Espaçoso porque alberga confortavelmente os ocupantes, à frente e atrás, mas também porque a sua bagageira, com quase 550 litros, é uma das maiores da classe. Isto sem o carro perder a forma compacta que o torna tão prático de dirigir em cidade ou de efectuar manobras de estacionamento. É um pouco largo, é certo, mas isso é a razão da habitabilidade, além de ajudar a proporcionar muitos pequenos espaços no interior.
De um tablier que visa não desagradar os que prezam uma imagem mais tradicional, mas também não desiludir jovens que gostam de alguma ousadia, destacaria a mais-valia funcional. Comporta ligações USB e jack para ligação de fonte externa de som. Trata-se, afinal, de um modelo desenvolvido e construído na Europa, para agradar a consumidores europeus.
Apenas poderá agradar menos o revestimento dos bancos de algumas versões.
Quanto à garantia, mantêm-se nos sete anos ou 150 000 km para os principais órgãos mecânicos.
Em algumas ocasiões, uma condução precisa consegue até proporcionar algum entusiasmo.O bom comportamento deve-o principalmente à afinação correcta da suspensão, agora menos branda em curva mas sem perder conforto. Do motor 1.6 mais potente pode dizer-se que ficou mais económico. Mas na
prática não muito. Mesmo se auxiliado por uma belíssima caixa de seis velocidades, que lhe confere bastante elasticidade do seu desempenho.
Um pouco ruidoso a frio e a baixa rotação, o resto é o que se sabe: nos semáforos... motor "stop"; pedal da embraiagem a fundo e... motor "go"!

PREÇO, desde 25 400 euros MOTOR, 1582 cc, 115 cv às 4000 rpm, 16 V., 255 Nm entre as 1950 e as 2750 rpm, Injecção Directa common rail com turbo de geometria variável (VGT) CONSUMOS, 5,1/4,3/4,6 l (cidade/estrada/misto) EMISSÕES CO2, 122 g/km

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