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Cockpit Automóvel - Conteúdos Auto


Quarta-feira, 01.02.12

APRESENTAÇÃO: Mitsubishi ASX 1.8 DI-D/127 gr.

Pouco mais de um ano após o início da sua comercialização em Portugal, o Mitsubishi ASX recebe uma nova variante mais económica e menos poluente. O ASX, um sucesso a nível europeu, já vendeu mais de 71 mil unidades o que o torna no modelo da Mitsubishi Motors mais vendido na Europa. Com esta versão do motor diesel 1.8, o importador espera reforçar a quota no seu segmento que, em 2011, foi de 7.5% com 754 unidades comercializadas. Já disponível a partir de cerca de 30 mil euros.

O modelo inicial, objecto de ensaio AQUI, dispõe deste mesmo motor mas com uma potência de 150 cv. O que esta nova variante propõe é uma diminuição desse valor para 116 cv, conservando, no entanto, o mais importante: o mesmo nível de binário do motor de 150 cv, num regime diferente. Passa a estender-se dos 1750 às 2250 rpm, em vez das 2000 às 3000 rpm.
O ganho mais importante está no nível de emissões de CO2 que o tornam referência na classe: 127 gr./km em vez de 145. Graças a isso obtém um preço bastante competitivo - 29,900 euros - possíveis por via dos benefícios que advêm de um enquadramento fiscal mais favorável.

Para melhor o distinguir, a versão de 150 cv adopta agora a designação “Ralliart”.

Tabela de preços


Ganhos e perdas

O objectivo da redução de emissões passou em grande medida pela redução dos consumos, que passam para 4.8 l/100 km no ciclo combinado (- 12%).
Em matéria de prestações, esta nova versão reduz a velocidade máxima para 189 km/h (200 km/h na versão Ralliart) e a aceleração dos 0-100 km/h cresce em meio segundo (10.2s em vez de 9.7s).
O sistema de travagem do ASX foi igualmente afinado, ganhando eficácia e melhor resistência à fadiga.

Calibragem da pressão e gestão do motor

Para minimizar as emissões, alteraram-se também ligeiramente as relações de caixa, recalibrou-se o sistema Auto Stop & Go e a centralina do motor.
Ainda que a prioridade fosse conseguir reduzir as emissões de CO2 de um motor já de si eficiente, isso não deveria interferir nas suas invulgares capacidades dinâmicas. Assim, o design inicial do motor foi refinado e incluiu-se um novo turbo compressor com uma melhor resposta e geometria optimizada, bem como um novo layout de polies que permitiu reduzir as perdas por atrito.
O turbo compressor mais pequeno (turbina de 40 mm vs 43 mm na versão de 150 HP) tem menor peso de inércia (- 44% na turbina) o que permite um aumento do binário em 40 Nm às 1500 rpm e um tempo de resposta melhorada em 0.5” (Desde um ponto de carga nula até ao de máxima carga).

Refinação de estilo e equipamento

Por fim, no interior, pequenas alterações de pormenor como as novas aplicações cromadas nos comandos do ar condicionado e no painel de instrumentos emprestam um look mais sofisticado.
O novo ano modelo do ASX passa ainda a disponibilizar um novo Sistema de Navegação com ecrã de 6.2”, disponível como opção em todas as versões de equipamento. Excepto na versão Instyle onde se mantém o sistema Áudio Premium “Rockford Fosgate”, ao qual se pode adicionar o sistema de navegação com “Music Server” e ecrã de 7”.

(Elaborado com base em Comunicado distribuído pelo Departamento de Comunicação da marca)

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Sábado, 26.03.11

Filtro particulas de um motor diesel

Carros como o Mitsubishi ASX 1,8 DiD – e, de um modo geral, todos os novos motores diesel preparados para cumprir a actual norma ambiental europeia que regula as emissões poluentes automóveis designada “Euro 5” – incluem um filtro de partículas no seu sistema de escape (ver AQUI o modo de funcionamento).
Acontece que tal acessório, mesmo que não exija a manutenção periódica ou a sua substituição após um determinado período, obriga o condutor a manter alguns cuidados para o seu bom funcionamento. Principalmente nos casos em que a viatura é normalmente utilizada para curtas deslocações urbanas, muitas vezes até sem dar tempo para que o motor e o turbo aqueçam e atinjam a temperatura ideal de funcionamento.(*)

Nunca é demais lembrar os condutores – e este conselho é igualmente válido para todos os consumidores em geral – sobre a importância da leitura dos manuais de utilização de qualquer produto e o de um automóvel não é excepção.
Veja-se esta explicação bastante elucidativa retirada exactamente do manual do ASX, respeitante ao funcionamento, cuidados a ter e explicação dos sinais de alerta relativos ao sistema de filtro de partículas deste modelo na versão com motor diesel:



Sistema de escape de um motor Peugeot-Citroen

“O filtro de partículas diesel (DFT) é um dispositivo que captura a maior parte das partículas existentes de gases de escape dos motores diesel. O DFT queima automaticamente as partículas capturadas durante o funcionamento do veículo. Sob determinadas condições, contudo, o DFT não é capaz de eliminar as partículas aprisionadas. Como resultado, acumula-se uma quantidade excessiva de partículas no interior.
Para minimizar a probabilidade de uma acumulação excessiva de partículas, evitar conduzir muito tempo a baixas velocidades e deslocar-se repetidas vezes em trajectos curtos.
Se o aviso de DFT acender durante o funcionamento do veículo, isso indica que não foi capaz de efectuar a queima de todas as partículas aprisionadas. De forma a permitir que o DFT queime todas as partículas, conduzir da seguinte maneira:
Com o gráfico da temperatura do fluído de refrigeração do motor estabilizado mais ou menos a meio da escala, conduzir durante cerca de 20 minutos a uma velocidade de pelo menos 40 km/h.”
Embora não seja referido, em casos esporádicos pode acontecer o retorno ao motor de partículas e resíduos de combustível, não “queimado” e em excesso neste depósito, acabando por se misturar com o óleo lubrificante. Em consequência do aumento da quantidade do lubrificante pode surgir um novo aviso no painel de instrumentos da viatura, alertando para uma situação que obriga à substituição integral do óleo.
Como facilmente se percebe, uma despesa perfeitamente evitável caso se conheçam e respeitem as indicações do fabricante.


(*) Geralmente a queima das partículas acontece quando os gases de escape atingem temperaturas superiores a 500 º

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Quarta-feira, 23.03.11

ENSAIO: Mitsubishi ASX 1,8 DiD MIVEC 150cv 4x2

Concorrente ao troféu carro do ano em Portugal, no qual foi um dos seis finalistas, só agora foi possível proceder ao ensaio do mais recente SUV da marca japonesa. Mas bastaram poucos quilómetros para perceber porque é que a Mitsubishi tinha legítimas ambições de vencer esta competição e porque é que o ASX é actualmente uma das propostas mais fortes do seu segmento.


O Mitsubishi ASX prossegue a tendência actual do mercado automóvel europeu, indo de encontro às pretensões dos mesmos consumidores que tornaram o Nissan Qashqai num fenómeno de vendas. Ou seja, sob a aparência de uma carroçaria estilizada, que sugere vagamente uma viatura de todo-o-terreno, está essencialmente um modelo familiar, a quem alguma — não muita, cerca de 17 cm — altura ao solo e protecções, na carroçaria e no chassis, conferem, ainda que bastante limitada, capacidade fora de estrada. Mas já lá vamos.


Uma grande alma

Antes importa referir aquilo que é a grande mais-valia deste modelo — e desta versão em particular — e que mais contribui para que se destaque entre os demais: o seu motor diesel 1.8, integralmente em alumínio e totalmente desenvolvido pela marca japonesa. É o grande trunfo do ASX e se, quanto o ensaiado no Mitsubishi Lancer (ver AQUI), não lhe gabámos os consumos, neste caso passa-se exactamente o contrário. A média final do ensaio ficou muito perto dos seis litros, sem qualquer preocupação de poupança, enquanto em estrada facilmente se estabelecem valores aquém dos cinco. O sistema “stop & go” (desligável) pode efectivamente ser uma ajuda para que isso aconteça (no painel existe ainda um indicador que aconselha a mudança ideal), mas claramente que a conjugação entre o escalonamento da caixa e a eficácia do rendimento do propulsor são os grandes responsáveis pelas boas médias obtidas. Na realidade é a gestão electrónica da abertura das válvulas, aliada a uma pressão realmente baixa do funcionamento do turbo, que contribuem para um aproveitamento capaz do bom valor de binário, apesar deste só se evidenciar acima das 2000 rpm.
O que talvez condicionasse parte das capacidades do Mitsubishi ASX em mau piso, não se desse o caso deste não ser um carro idealizado para grandes aventuras fora de estrada. Apesar de até nem se portar mal quando conduzido para terreno incerto.


Eficácia do conjunto
Sem qualquer ajuda electrónica ou mecânica especialmente dedicada à condução sobre caminhos acidentados, o conjunto parece demonstrar vontade de querer fazer mais fora de estrada, caso contasse com a ajuda dos pneus para tal tarefa. Mas o piso “de estrada” destes revelou-se pouco indicado e com fraca aderência perante terreno mais escorregadio, embora seja nos percursos mais complicados que o ASX evidencia outra das suas qualidades: a boa capacidade de manobra. Sendo mais pequeno do que os seus pares mais directos, e dispondo de uma frente compacta, o ASX é bastante fácil de dirigir. Para tanto ajuda também a boa visibilidade para o exterior (excepto lateralmente, devido à volumetria do pilar central) e uma posição de condução que contribui muito para que assim aconteça.


Interior luminoso
Numa apreciação rápida ao seu habitáculo não se espere encontrar um carro que “encha o olho” com revestimentos suaves ou grandes rasgos estilísticos. O habitáculo do ASX é sóbrio e, antes de mais, racional. Existem alguns revestimentos suaves, não muitos, mas aquilo que realmente impera é a simplicidade do funcionamento dos comandos e uma qualidade de construção insuspeita, apesar do predomínio do plástico. Até mesmo em terreno incerto não se evidenciam ruídos parasitas, há pequenos espaços em número suficiente à disposição dos ocupantes dianteiros e, entre os que existem no volante e na consola central, o condutor rapidamente se habitua à disposição e funcionamento dos comandos mais importantes.
Apesar de o ASX não ser um carro excepcionalmente largo, a habitabilidade traseira é boa. Certo é que dois adultos viajarão com maior desafogo do que três, mas um banco do tipo corrido (se bem que com rebatimento assimétrico e “túnel central”) ajuda ao conforto do ocupante do meio.
A mala, com apenas 416 l, parece escassa. O eixo traseiro e a suspensão obrigam a que a plataforma do piso esteja elevada, alojando-se por debaixo desta pneu suplente e um pequeno compartimento. Apesar disso não é a mais pequena do segmento e a boa esquadria das formas facilitam bastante a arrumação e aproveitamento integral do espaço.
Um tejadilho panorâmico em vidro, com cortina eléctrica retráctil, contribui para a luminosidade do interior. Mas não só; pequenos leds amarelados ladeiam a abertura e dão um aspecto futurista ao conceito. Agora imagine-se quando apreciado, à noite, de uma altura elevada.


Em resumo
Equilibrado na forma e no conceito, racional e completo no que toca à funcionalidade, o SUV da Mitsubishi tem neste motor o principal agente em destaque. Com o sistema de controlo de tracção em pleno funcionamento, fora do alcatrão quando o piso perde aderência, o ASX exibe em estrada um comportamento bastante estável, abordando as curvas com muita segurança e sem grandes adornos da carroçaria. Equilibrado é ainda o desempenho da suspensão, porque apesar de o comportamento permitir alguns rasgos desportivos, o conforto só não é melhor devido à pouca envolvência dos bancos.
Mas para tornar mais “confortável” a sua condução, sobretudo em cidade, pode o condutor contar, em todas as versões, com o sistema de ajuda ao arranque em subida.

Dados mais importantes
Preços desde30500 euros / 23250 euros (1.6 gasolina)
Motores
1798 cc, 150 cv às 4000 rpm, 300 Nm das 2000 às 3000 rpm. 16 V, common rail, turbo geometria variável, intercooler
Prestações
200 km/h, 9,7 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
5,5 / 4,8 / 6,7 litros
Emissões Poluentes (CO2)145 g/km
(*) Despesas de preparação, averbamento, transporte, pintura metalizada e SGPU não incluídos
Outros modelos Mitsubishi recentemente ensaiados:

Mitsubishi Colt 1.1/5p 12v
Mitsubishi Colt 1.3 Clear Tec
Mitsubishi Grandis 2.0 L DI-D
Mitsubishi Lancer 1.5 Sedan
Mitsubishi Lancer 1.8 DI-D Sport Sedan
Mitsubishi Lancer Sportback 2.0 Di-D
Mitsubishi L200/Strakar Adventure 2,5L DiD
Mitsubishi L200 (Strakar) 2.5DiD (cabine dupla)(2010)

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