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Cockpit Automóvel - Conteúdos Auto


Segunda-feira, 16.01.12

Final fulgurante de Ricardo Leal dos Santos no Dakar 2012

O piloto português, ao volante de um dos Minis da equipa “All4 Racing Monter Energy X-Raid” terminou o Dakar deste ano em oitavo lugar, um lugar abaixo do que a classificação obtida na prova do ano passado. O sétimo lugar alcançado apenas não foi melhor devido a um estúpido atraso na terceira etapa, que o atirou para o 50º lugar da classificação. Daí em diante encetou uma brilhante recuperação até aos 10 primeiros, com tempo ainda para novo atraso de modo a ajudar um companheiro de equipa que terminou em segundo. Apesar de ter sido apenas o quarto melhor da equipa constituída por cinco Minis, o team português pode subir ainda ao sétimo posto, caso se confirme a desclassificação do concorrente que terminou em quinto. Se isso acontecer, será também declarado vencedor da última etapa, que terminou em segundo, atrás do piloto americano que espera pelo resultado do recurso que interpôs.



Ricardo Leal dos Santos nem queria acreditar quanto, a 500 metros de terminar a 3.º etapa, para evitar atropelar um concorrente de moto, “aterrou” num lamaçal que prendeu o Mini tempo suficiente para o atirar para 120.º posição da classificativa corrida a 3 de Janeiro.

Isto numa altura em que o tempo cronometrado até então, dava-o como o 5.º mais rápido desse dia.


Apesar de estar a menos de um metro de zona firme, a poça, que não constava como grave no road-book, exigiu a intervenção de 3 tractores para conseguir “arrancar” o Mini atascado.

Daí em diante foi o encetar de uma notável recuperação, dificultada pelo facto de ter que ultrapassar outros concorrentes mais lentos, pelas dureza das dunas e por ter ainda perdido tempo a ajudar um companheiro de equipa a livrar-se de um atascanso, nas traiçoeiras dunas de areia do litoral peruano.

Das 14 etapas realizadas, o piloto português terminou 13 entre os 10 primeiros da geral.
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Terça-feira, 27.12.11

Pilotos portugueses, em duas ou mais rodas, à conquista de vitórias nas principais provas de todo-o-terreno

A seguir ao futebol, a competição motorizada é o desporto que arrasta maior legião de fãs e que mais contribui para a economia nacional. Apesar de ser um dos menos apoiados é também o que mais vitórias e títulos mundiais têm garantido para Portugal nos últimos anos. Quando se fala em desporto automóvel é inevitável o primeiro pensamento voar para a Fórmula 1 ou para a classe de topo dos ralis mundiais, o WRC. Ora se, nos últimos anos, Portugal não tem conseguido inscrever pilotos na categoria rainha, a F1, mais por culpa da falta de patrocínios do que pelo talento dos pilotos, no que toca à velocidade, provas de resistência, ralis e competição em todo-o-terreno, a realidade é bem diferente.
Nas pistas de alcatrão, nas corridas do WTCC ou nas provas de resistência, Tiago Monteiro e Pedro Lamy continuam a ser os nossos pilotos mais conhecidos fora de portas. E por esta Europa fora muitos outros nomes vão competindo e tendo sucesso, até mesmo em categorias encaradas como a antecâmara da Fórmula 1.
Depois, para lá chegar, o que falta, essencialmente, é o dinheiro dos patrocinadores.
Fora de estrada, os sucessos são ainda maiores. Nos ralis, pilotos portugueses têm conquistado títulos mundiais nas classes de produção, como é o caso de Armindo Araújo que, esta época, ascendeu ao escalou maior da categoria (WRC) para estrear o regresso do Mini aos ralis.


Não há deserto que nos vença!


O regresso de uma etapa do Mundial de Ralis a Portugal reacendeu o entusiasmo dos portugueses por esta competição.
Mas quando se fala em pistas de terra, lama e areia esquecem-se categorias nas quais os portugueses estão entre os melhores do Mundo.
Uma delas é o “todo-o-terreno”, onde os pilotos nacionais acumulam créditos em competições duras como o “Dakar”, o “África Eco Race” e outras que ocorrem ao longo do ano e nas quais competem as melhores equipas TT da actualidade.
Como vem sendo hábito, a passagem de ano coincide com o início das duas primeiras, as mais importantes e por isso também as mais mediáticas em termos mundiais.
Só o simples facto de conseguir concluir qualquer uma destas competições é importante para um piloto ou equipa privada que não disponha do apoio oficial de um construtor automóvel. Elas são unanimemente consideradas as mais duras e as mais exigentes ao nível físico e mecânico.

Primeira mulher a vencer é portuguesa


O “Africa Eco Race” parte de França a 28 de Dezembro e tem meta marcada para Dakar, no Senegal, a 8 de Janeiro. O grande motivo de interesse para nós, portugueses, será acompanhar o desempenho de Elisabete Jacinto, que regressa a África após o magnífico triunfo averbado no Rali da Tunísia e do pódio conquistado no Rali de Marrocos. Integrada na equipa “Oleoban /MAN Portugal” é, portanto, uma das candidatas à vitória na classe dos camiões desta que é a 4ª edição da prova.
Elisabete Jacinto foi a primeira mulher a vencer uma prova da Taça do Mundo em camião e, na grande maratona africana que atravessa Marrocos e a Mauritânia, terminou em segundo na edição passada. Daí que as expectativas da tripulação do MAN TGS para a edição de 2012 sejam elevadas.
Com uma equipa 100% portuguesa, desde a piloto ao mecânico, apoiada pelo construtor alemão de camiões, ela própria assume que o “objectivo é rodar entre os três primeiros camiões, tendo por meta a vitória, e terminar entre os dez primeiros da classificação geral”.

Dakar com muita cafeína


Integrados numa equipa que conta com o apoio da portuguesíssima companhia de cafés Delta, a dupla nacional Ricardo Leal dos Santos/Paulo Fiúza regressa a terras sul-americanas para disputar o “Dakar Argentina Chile Peru 2012”.
A competição teve início na cidade argentina de Mal del Plata a 1 de Janeiro e termina, dia 15, em Lima, capital do Peru.
Após a 7.ª posição obtida em 2011, a equipa nacional conduz um dos cinco Mini All4 Racing inscritos pela “Monster Energy X-raid Team”.

Ciente de que é um dos candidatos à vitória, apesar da presença de outros nomes consagrados, o piloto português diz ter capacidades para “lutar permanentemente pelas primeiras posições em cada etapa” e dessa forma ”colaborar de forma muito activa na estratégia da equipa para chegar à vitória”.

Nas motas, o objectivo é voltar ao pódio

Se nas quatro rodas os aspirantes à vitória falam português, que dizer nas duas?
Depois do título de campeão do mundo de todo-o-terreno e do terceiro lugar alcançado no “Dakar” do ano passado, o português Hélder Rodrigues, piloto da Red Bull Yamaha TMN Team aspira o lugar mais elevado do pódio na classe reservada às motos.
Integrado no Dream Team da TMN - conjunto de pilotos consagrados ou grandes promessas do desporto nacional que são apoiados pela operadora de telecomunicações portuguesa - Hélder Rodrigues foi no ano passado considerado “Atleta Masculino do Ano” em Portugal, recebendo mais votos do que Cristiano Ronald

Carlos Sousa regressa ao Dakar

Carlos Sousa é um nome incontornável da história do todo-o-terreno em Portugal e do Dakar em particular.
Após o grave acidente sofrido em 2000, o piloto português venceu etapas desta mítica prova de todo-o-terreno e mais do que uma vez ficou entre os 10 primeiros da classificação geral.
Depois de ter mostrado o seu talento ao volante de carros da UMM, VW, Mitsubishi, Isuzu, BMW ou Nissan, por exemplo, Carlos Sousa tem a honra de ser o primeiro piloto estrangeiro a correr para a equipa chinesa "Great Wall Motors".
Este ano, Carlos Sousa tem a honra de ser o primeiro piloto estrangeiro a correr para a equipa chinesa "Great Wall Motors".
Na América do Sul, ele partilha o SUV Haval com um navegador francês, em mais uma investida internacional do construtor, que colocou no "Dakar" uma grande equipa com vários veículos de apoio, incluindo 3 camiões.

Em participações anteriores a marca chinesa nunca obteve resultados relevantes. Vários dos veículos que produz são comercializados no Continente americano e asiático e também em alguns mercados europeus. Incluindo o Haval conduzido por Carlos Sousa, um SUV que "herda" mecânica baseada em diversos modelos japoneses da Toyota, Isuzu e Mitsubishi.

Mais portugueses no Dakar

Outros pilotos portugueses participam no Dakar deste ano à espera de sucesso, quanto mais não seja pontual em qualquer uma das etapas.
Nas duas rodas, os pilotos da equipa "Bianchi Prata 2012" são outra das presenças portuguesas. O motociclista que dá nome ao "team", ao volante de uma Husqvarna TE449Rally, vai procurar melhorar o 30.º lugar obtido no ano passado, contando para tal com os apoios importantes da Kia, Vodafone e BP Portugal, entre outros.
Existem portanto fortes motivos para acompanhar esta competição, que tem início na cidade argentina de Mal del Plata a 1 de Janeiro de 2012, e termina, 15 dias depois, em Lima, capital do Peru.

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