Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Cockpit Automóvel - Conteúdos Auto


Sexta-feira, 25.01.13

ANÁLISE: Balanço das vendas e da produção automóvel em Portugal e na Europa. Uma crise à escala do Euro


Desde o início de 2012 que se sabia (ou previa) que as vendas de automóveis em Portugal iriam descer bastante. Contudo, nem mesmo os cenários mais pessimistas previam uma queda tão acentuada como aquela que se registou. Com um mercado dimensionado para vendas anuais em redor das 200 mil unidades, esse valor ficou pela metade. Com as consequências que facilmente se adivinham: concessões a fechar ou a ter que redimensionar o negócio, reduzindo espaço e postos de trabalho; importadores obrigados a fazerem contas diariamente para sobreviverem, para não perderem capacidade negocial com os fabricantes ou para não verem os escritórios deslocalizados para Espanha, por exemplo. No meio de todo este cenário negativo ressaltam suspeitas e acusações concretas de vendas "fictícias", com reexportações de forma a produzir volume de vendas. E até o próprio Estado, cujo orçamento anual depende em grande parte do automóvel, foi obrigado a refazer as suas previsões de receita. Mas quem pensar que esta crise é apenas portuguesa, ou circunscrita a 3 ou 4 países europeus em dificuldades, desengane-se: o mercado europeu regrediu mais de década e meia. Nem a poderosa Alemanha escapou e praticamente todos os países da zona do Euro registaram quedas. De entre os países europeus mais fortes, só o Reino Unido cresceu face ao ano anterior. (PROSSEGUIR PARA A ANÁLISE E BALANÇO DAS VENDAS E DA PRODUÇÃO AUTOMÓVEL EM PORTUGAL E NA EUROPA)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Segunda-feira, 10.12.12

Mercado automóvel em Portugal parece recuperar mas continua a cair

Apesar de uma ligeira recuperação face ao primeiro semestre do ano, as vendas de automóveis ligeiros de passageiros continuam com valores francamente negativos face ao ano anterior. No topo, Renault e VW quase dividem a liderança, com uma diferença de poucas centenas de unidades. O VW Golf foi o responsável pelo facto da marca alemã ter sido a que mais vendeu em Portugal durante o mês de Novembro, mas os franceses contam, este mês, com o novo Clio para reforçar a liderança antes do ano terminar. Nesta categoria, apenas sete marcas já venderam mais de cinco mil carros este ano e, curiosamente, três são construtores premium - BMW, Audi e Mercedes -, sendo que, destas, a Audi foi a que menos perdeu face ao ano anterior: menos 8,3 por cento das vendas. Para encontrar uma variação positiva torna-se necessário descer até ao 27.º lugar da grelha, cabendo essa honra à Lancia que, até Novembro de 2012, vendeu mais 8 carros face a igual período do ano anterior. Há casos dramáticos no "ranking" das vendas, confira já a seguir quais são na respectiva tabela dos primeiros 11 meses de 2012. (PROSSEGUIR PARA A NOTÍCIA COMPLETA SOBRE O MERCADO AUTOMÓVEL EM PORTUGAL)

Procura automóvel novo, usado ou acessórios? Quer saber mais sobre este ou sobre outro veículo?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sexta-feira, 14.09.12

Mercado automóvel em Portugal acentua queda em Agosto

Não adianta voltar a falar das razões que fizeram prosseguir a queda das vendas de veículos ligeiros em Portugal no mês de Agosto, agravando os números que se vêem acumulando desde o início de 2012. Apesar do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho ter apontado uma razão (estapafúrdia) para o facto: os portugueses estão a guardar o dinheiro que (não) têm, em vez de comprar carros novos! Dessa forma, quem não comprou carro novo, entregando praticamente metade desse valor em impostos para o Estado, é que é o responsável pelo actual estado das contas públicas portuguesas. Só faltou acrescentar “e quem não andou mais, para gastar mais em combustível”. Brilhante, sim senhor! Confira ainda quem são as marcas que mais vendem em Portugal.


Toda a gente sabe e um economista tem razões para conhecer melhor, o enorme peso que o mercado automóvel português tem nas contas do Estado.
Se acrescentarmos os dinheiros provenientes de impostos das empresas e dos trabalhadores do sector (incluindo fabricantes ou o retalho de peças e acessórios) e dos combustíveis, quase que se pode afirmar que ele é responsável por quase 50% do PIB português.
Segundo dados da ACAP, em Agosto de 2012 o mercado de automóveis ligeiros de passageiros registou uma nova queda que se situou em 33,1% por cento. E os (apenas) 5.443 veículos comercializados mais não fizeram do que acentuar a queda registada, desde o inicio do ano face ao mesmo período de 2011, da ordem dos 40,4%...
Em termos acumulados, no período acumulado de Janeiro a Agosto de 2012, as vendas de automóveis ligeiros de passageiros situaram-se nas 68.103 unidades.
Em termos de impostos, isso representa uma diminuição de 45,1% do Imposto Sobre Veículos (ISV), até Julho de 2012, além de colocar sérias dificuldades às empesas do sector que, naturalmente, irão traduzir-se em mais falências e mais desemprego. Com custos agravados daí resultantes.
Eis a tabela dos números distribuídos por marcas:


Procura automóvel novo, usado ou acessórios? Quer saber mais sobre este ou sobre outro veículo?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quarta-feira, 04.07.12

ANÁLISE: Meio ano de mercado automóvel em Portugal

Como afirmou Paulo Portas, Ministro dos Negócios Estrangeiros, "a boa notícia é que metade deste ano já passou". É que este promete (continuar a) ser um "annus horribilis" para os importadores nacionais de automóveis e, por mais que surjam novos modelos ou versões e que se criem campanhas agressivas  para cativar o consumidor, as vendas teimam em não descolar do vermelho. Mesmo assim, o mês de Junho atenuou a queda generalizada das vendas automóveis em Portugal e foi o melhor mês do ano, com 10805 unidades comercializadas. Contudo, continua a registar-se um decréscimo acentuado do comércio de viaturas ligeiras de passageiros e o valor das vendas representa o pior mês de Junho desde 1988, ano em que o mercado foi liberalizado. Confira a seguir os valores totais e a posição que cada uma das marcas ocupa na tabela elaborada pela ACAP.
Por tradição, Junho é o melhor ou um dos melhores meses do ano para o sector automóvel. Este ano não fugiu à regra, mas as 10805 viaturas comercializadas representaram um decréscimo de 37 por cento face a idêntico período do ano passado.
No total, de Janeiro a Junho deste ano, o total acumulado de automóveis ligeiros de passageiros comercializados foi de 53406, enquanto, em 2011, já tinham sido vendidos 91293 unidades. Percentualmente isso representa um saldo negativo de 41,9 %.
Embora a quantidade não seja tão expressiva, o cenário é bastante pior no que toca ao segmento dos comerciais ligeiros e das viaturas pesadas, onde essa queda representa valores negativos da ordem dos 55% e 47,3% respectivamente. O que indicia, claramente, dificuldades de renovação de frotas por parte das empresas.
São valores que contribuem negativamente para a recolha de receitas da parte do Estado. No início de Junho, a ACAP – Associação Automóvel em Portugal – alertou para o facto de a receita de ISV (Imposto Sobre Veículos), respeitante ao período de Janeiro a Abril, não ter ido além de 135 milhões de euros. Uma diminuição de 40% face aos 259,7 milhões obtidos no período homólogo de 2011, além da consequente quebra do IVA.
“A esta realidade vamos agora adicionar os cerca de 5.200 empregos perdidos no sector automóvel e que irão engrossar as listas dos subsídios de desemprego a pagar pelo Estado”, salienta o mesmo comunicado da ACAP.

Análise às vendas por marca

Quando olhamos para a tabela das marcas mais vendidas em Portugal, ressalta o quarto lugar da BMW com 600 unidades em Junho e um total de 3369 desde o início do ano. Apesar de, em parte, justificado pelo facto da gama da marca alemã dispor de modelos mais acessíveis à bolsa do consumidor, a verdade é que esse número ultrapassa construtores generalistas e bem implantados em Portugal como é o caso da Opel, Ford, Fiat ou Citroën.
Por outro lado, e ainda que se possam apontar as mesmas razões da BMW, a Audi ocupa uma surpreendente sexta posição.
De facto, ao contabilizarmos as vendas totais do semestre, o grupo de marcas representado em Portugal pela SIVA permitiu a este grupo reforçar a sua quota de mercado. Além dos bons valores da Audi, a VW é mesmo a segunda marca mais vendida em Portugal, enquanto a Skoda ocupa a 17.º posição, à frente de marcas com mais tradição no nosso mercado. Esta tendência acompanha as vendas europeias, já que o grupo VW (neste caso com a Seat integrada) ocupa a posição cimeira à frente do grupo PSA e da Renault.
Regressando ao mercado doméstico, apesar de uma queda das vendas de 42,7% (acompanhando a tendência generalizada do mercado), as 5999 unidades comercializadas pela Renault permitem-lhe destacar-se na primeira posição. São também de realçar as 491 unidades comercializadas pela Dacia.
Na tabela destaca-se ainda a subida percentualmente expressiva da Land Rover, facto que se deve à boa aceitação do modelo Evoque tem tido.
Resultado de uma aposta comercial bem direccionada, a Peugeot ocupa o terceiro lugar das vendas, apesar de uma queda de 40,5 % desde o início do ano.
Apesar da forte valorização da moeda japonesa, o Iene, três grandes construtores do país do sol nascente conseguem prestações interessantes em face da realidade do mercado: Toyota, Nissan e Honda. A isso não é alheia a circunstância de qualquer delas dispor de fábricas na Europa, por isso menos sujeitas à flutuação cambial. Com excepção da Nissan, as outras duas conseguiram mesmo aumentar a quota de mercado no nosso País.
Quanto aos dois gigantes coreanos, a Kia voltou a superar a Hyundai. Isto apesar da geração mais recente do modelo “de combate” da Kia, o Ceed, não ter ainda iniciado a sua comercialização em Portugal. Mais uma vez, uma aposta comercial forte, que passou, por exemplo, pela geração actual do Ceed, permitiu à Kia vender 1165 automóveis desde o início do ano.

Procura automóvel novo, usado ou acessórios? Quer saber mais sobre este ou sobre outro veículo?

Autoria e outros dados (tags, etc)


Pesquisar neste site

Pesquisar no Blog  

Quem somos...

"COCKPIT automóvel" é um meio de comunicação dirigido ao grande público, que tem como actividade principal a realização de ensaios a veículos de diferentes marcas e a divulgação de notícias sobre novos modelos ou versões. Continuamente actualizado e sem rigidez periódica, aborda temática relacionada com o automóvel ou com as novas tecnologias, numa linguagem simples, informativa e incutida de espírito de rigor e isenção.
"COCKPIT automóvel" é fonte noticiosa para variadas publicações em papel ou em formato digital. Contudo, a utilização, total ou parcial, dos textos e das imagens que aqui se encontram está condicionada a autorização escrita e todos os direitos do seu uso estão reservados ao editor de "Cockpit Automóvel, conteúdos automóveis". A formalização do pedido de cedência de conteúdo deve ser efectuado através do email cockpit@cockpitautomovel.com ou através do formulário existente na página de contactos. Salvo casos devidamente autorizados, é sempre obrigatória a indicação da autoria e fonte das notícias com a assinatura "Rogério Lopes/cockpitautomovel.com". (VER +)